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É dos carecas que ele fala mais

por Bruxa Mimi, em 31.03.13
O Feitiço ultimamente tem mostrado muito interesse por carecas e termina muitas frases com "careca", independentemente da pessoa com quem está a falar e do que está a dizer. Por exemplo:

Eu: - Feitiço, diz "Até amanhã" às manas.
Feitiço: - Até amanhã, careca(s).

No outro dia, calhou estarmos todos na casa-de-banho quando o Feitiço, ao falar com uma das manas, terminou a frase com "careca". Nessa altura, o Rogério disse: "Só eu é que sou careca - olha [e mostrou o alto da cabeça, onde há realmente muito poucos cabelos]". O Feitiço percebeu a ideia, mas desde aí já repetiu "careca" sem "adequação capilar". E mesmo no caso do pai, eu já lhe disse várias vezes que "não é para chamar careca ao papá".

Hoje, a obsessão do Feitiço por carecas teve o seu momento mais glorioso, apesar de, felizmente, só eu (creio) ter dado por ele.

Estávamos na Igreja, na Eucaristia. Quando o Senhor Padre se aproximou do ambão, para a leitura do Evangelho, o Feitiço virou-se para mim e disse, num tom intrigado, mas discreto:

- Olha! Também é careca?!?

Eu respondi logo, baixinho, antes que ele aumentasse o volume e repetisse a pergunta:

- Sim, mas não é preciso dizeres.

Ele insistiu: - Perdeu muitos cabelos?!?

Eu: - Sim, mas ele já sabe disso, não é preciso dizeres.

E com esta consegui silenciar o Fã Nº1 de todos os carecas do mundo.

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Desabafo

por Bruxa Mimi, em 28.03.13
Às vezes gostava de não ser o correspondente ao 112 no âmbito familiar.

Seja o que for que aconteceu, é a mim que os três recorrem: "Mamãããã!"

Hoje, por exemplo, estava eu na banheira, em pleno duche, apareceu-me a Varinha a dizer não sei o quê (não sei mesmo, pois o barulho da água não me deixou perceber). Dava para perceber que não era grave, pelo tom, e tinha todo o som de ser uma queixa muito sofrida de qualquer coisa que o Feitiço (mais provável) ou a Vassoura (menos provável) tinha(m) feito.

Sem parar o duche, repliquei: "Quero tomar banho sossegada. Se é grave, vai dizer ao papá; se não é grave, espera." A Varinha insistiu: "Mas, mamã, [...]". Mais uma vez sem perceber as suas palavras - e, honestamente, sem esperar que ela acabasse de falar -, repeti: "Se é grave, vai dizer ao papá; se não é grave, espera."

Escusado (ou talvez não) será dizer que a Varinha não foi ter com o Rogério, pois não era grave o que se tinha passado ou estava a passar. E quando me viu pronta, também não tinha nada para me contar. Ou seja, continuando a analogia, foi uma daquelas chamadas desnecessárias que o 112 está sempre a receber, por pessoas que não se coíbem de o fazer.

Ficou o desabafo.

...

Mas, como todas as moedas têm dois lados, eu adoro sentir e perceber que sou o "mais-que-tudo" dos meus filhotes e mais vale admiti-lo também. :-)

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Cubos de histórias

por Bruxa Mimi, em 27.03.13
Desengane-se quem pensar que eu tenho mãos habilidosas, depois de ver este post. Sim, fui eu que desenhei em todas as faces destes cubos e fui eu que os envernizei, mas de resto...



O produto original, pronto a pagar e a usar, é o que se encontra neste link:

http://www.storycubes.com/products/rorys-story-cubes/
A maneira de os fazer encontra-se em

http://www.redtedart.com/2010/11/05/how-to-make-story-cubes-beautiful-memories/
e em

http://mymagicmom.com/story-blocks-or-story-dice/
Estes cubos estiveram um bocado parados cá por casa, mas já se revelaram muito úteis durante viagens em transportes públicos, na sala de espera do médico e nos tempos "mortos" à mesa de um restaurante.

Nos últimos dias redescobrimos os cubos de histórias que estavam esquecidos e passámos uns bons momentos entretidos com eles. Agora até o Feitiço joga connosco, com a particularidade que não liga nenhuma ao que nós dizemos e inventa uma história a partir do que vê no cubo ou cubos que tem na mão, e nós é que temos de nos adaptar ao que ele diz... um desafio maior e ainda mais divertido!

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Fibras há muitas

por Bruxa Mimi, em 27.03.13
Este episódio passou-se quando a Vassoura tinha uns 4 anos.

Tocaram à campainha e a pessoa que tocou identificou-se como sendo de uma operadora de telecomunicações. Como tinha alguma disponibilidade, estive a ouvi-la falar das vantagens da fibra ótica, blá blá blá. A Vassoura andava por ali a cirandar.

Quando despachei a pessoa e fechei a porta, a Vassoura fez o seguinte comentário:

- Por falar em FIBRA, a fruta que eu quero hoje ao jantar é laranja...




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Dançar

por Bruxa Mimi, em 26.03.13
Adoro dançar. Durante anos dancei sozinha, no meu quarto, na sala, ... por vezes com público, mas maioritariamente sem ninguém a ver.

Tenho experiência limitada de dançar a dois, de uma maneira romântica (o meu Rogério é um pouquinho pé-de-chumbo), mas, nos últimos anos, especializei-me em danças a dois, a três e a quatro...

São as danças mais divertidas que me lembro de dançar. Os meus companheiros são, claro, - e duvido que alguém não tivesse adivinhado -, os meus filhotes: Vassoura, Varinha e Feitiço.

Hoje dançámos ao som de um dos discos desta coleção, o famoso "Fungagá da Bicharada". Dançámos e rimos, que é capaz de ser ainda melhor do que dançar. Venha o ... anjo e escolha! :-)

 

Este conjunto de 4 CD's ("Obra Infantil Completa de José Barata Moura") foi-nos oferecido no Natal de 2012 pelos padrinhos da Varinha. Noutra oportunidade falarei sobre eles, especialmente sobre a madrinha, que conheço há poucos (ah ah ah) anos.

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Christian, the lion

por Bruxa Mimi, em 25.03.13
Emocionei-me a ver este vídeo.

É uma mensagem sobre a amizade tão bonita! Penso que hoje em dia não se poderia repetir, pois a venda de animais selvagens é proibida, certo? Mas não era, há 44 anos...

Mostrei o vídeo à Vassoura e à Varinha. Expliquei-lhes a história, uma vez que nenhuma lê em inglês, e elas gostaram muito. Comentário da Vassoura no fim: "Só não gostei da música..."

R.I.P., Whitney!

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Feitiço solidário

por Bruxa Mimi, em 23.03.13
01:45h: acordo com a voz da Vassoura a chamar-me baixinho. Percebo a primeira parte, "Mamã...", mas não percebo o resto. Ela repete o chamamento, novamente em tom discreto.

Enquanto o meu cérebro tenta decifrar o conteúdo da mensagem, oiço a voz do Feitiço, não tão baixa assim:

"Vassoura, vou-te ajudar."

E a seguir, oiço a ajuda: "MAMÃÃÃ!!!"

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O (segundo) melhor remédio

por Bruxa Mimi, em 21.03.13
Toda a gente sabe que "rir é o melhor remédio", não é?

O pior é quando não conseguimos tomar esse remédio... Aí, tomamos um alternativo, que precisamos que alguém nos dê. Qual? Um abraço, um abraço apertado e cheio de amor. É quase tão eficaz como o outro remédio e arrisco dizer que em algumas situações, é mesmo mais eficaz.

Deu-me vontade de contar uma anedota, mas as que me ocorrem agora fazem rir os meus filhos, por isso talvez não sejam muito elaboradas para pôr aqui...

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4º lugar!

por Bruxa Mimi, em 20.03.13
Fiquei em quarto lugar no passatempo que referi aqui. Como prometido, aqui fica o texto com que participei:

"Eu é que sou a mãe mais horrível do mundo!

Eis as evidências:

… sou capaz de comer primeiro o pequeno-almoço e só depois tirar o mais novo (de três anos) da cama, mesmo sabendo que ele está acordado;

… quando a mais velha (de seis anos) acaba de jantar e quer companhia até à casa‑de‑banho, por causa “do escuro”, eu digo-lhe para acender todas as luzes do caminho e ir sozinha;

… e quando o pai a acompanha nessa altura, eu penso: “Assim nunca mais cresce!”

… insisto que os legos (que são muitos) estejam organizados nas diferentes caixas, porque, quando não estão, dão(-me) muito mais trabalho a encontrar peças específicas para uma construção;

… quando não gostam da comida, não lhes ofereço manjar alternativo;

… às vezes leio as histórias a uma velocidade olímpica, antes de irem para a cama, para que vão o mais depressa possível;

… faço questão de torturar os meus filhos com idas ao teatro;

… e, para cúmulo, quando digo aos meus filhos que lhes vou dar um beijinho, induzo‑os em falsas conceções numéricas, pois dou‑lhes sempre mais do que um!"

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Dia do Pai

por Bruxa Mimi, em 19.03.13
Já li no "Entre biberons e batons" que hoje só se vai falar do Dia do Pai. A autora do blogue acha muito bem, e eu concordo. Só escrevi o artigo anterior pelo mediatismo do mesmo. ;-)

Por aqui, o Dia do Pai começou com a Vassoura Voadora e a Varinha Mágica a dedicarem uma canção ao Gato Rogério. Depois do pequeno-almoço, elas e o Livro de Feitiços entregaram os cartões que tinham feito com a minha ajuda.

Os cartões começaram a ser feitos numa das vezes em que o Rogério foi ao supermercado, e foram acabados ontem à tarde. Aqui fica o registo da conclusão dos trabalhos, com muito empenho de todos (até do Feitiço).


As capas ficaram assim

autores: Vassoura, Varinha, Feitiço

muito lindas. O Pai gostou muito e isso é o principal!

Ao meu querido Pai, agradeço tudo quanto me ensinou e divulgo o primeiro ensinamento de que me lembro: quando pintamos qualquer coisa, não devemos passar por cima dos contornos do desenho, mesmo que de um lado e do outro da linha usemos a mesma cor. O ensinamento, na altura, aplicava-se a um cavalo, que eu estava a pintar de castanho, sem passar para fora, mas pintando sobre a linha preta que formava a parte de cima da pata do cavalo. Obrigada, Papá! Nunca mais me esqueci, nem repeti a asneira...

Muito a sério, obrigada por tudo! Gosto muito de ti (era verdade quando o escrevia em pequena, e é verdade agora - só mudou o tipo de registo, não o sentimento)!


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