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Uma mentira que dá que pensar

por Bruxa Mimi, em 28.06.14
Não sei se leram alguma coisa sobre a alegada expulsão de uma menina com cicatrizes de um restaurante da cadeia KFC. Segundo este artigo, parece que a avó da criança inventou o acontecimento para receber ajuda monetária para a neta.

Se realmente é mentira, é uma mentira grave, claro, e não aprovo a conduta da avó. Mas a verdade é que depois da notícia ter sido publicada (e a facilidade com que se publicam mentiras é impressionante), a família da criança recebeu [e agora vai em inglês, sem tradução] an outpouring of support and donations, which included free reconstructive surgeries from doctors and a $30,000 donation from the KFC corporation

E o que me faz pensar é isto: quando a notícia do ataque do cão à menina foi publicada, não houve médicos a oferecer cirurgias reconstrutivas gratuitas, nem solidariedade "palpável" da sociedade em geral. Foi preciso uma história de discriminação num restaurante famoso (não o posso provar, mas duvido que a notícia tivesse tido o mesmo impacto se fosse num restaurante único e modesto) para que surgisse uma onda de solidariedade desta dimensão.

Quem fica bem nesta história é a cadeia de restaurantes KFC, que, antes mesmo de investigar os contornos e a veracidade da história, contribuiu com uma boa quantia. É claro que se o fez foi porque podia, financeiramente, e porque são experientes nestas coisas... Independentemente de se poder vir a descobrir e provar que tudo era mentira, o nome da companhia ficou desde o início relativamente bem visto por causa da contribuição e da declaração que fizeram na altura. Com estas medidas, conseguiram que a revolta das pessoas fosse canalizada para o alegado funcionário que cometeu a discriminação e não para a inteira cadeia KFC.

P.S. - Não sou cliente KFC. O cheiro enjoa-me desde a primeira e única vez que entrei num KFC, nos EUA.

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Ups! She did it again!

por Bruxa Mimi, em 26.06.14
Lembram-se disto?

Repetiu o feito, hoje.

Para ser totalmente justa, não foi bem a mesma coisa. Desta vez, como não apareceu na altura marcada para todos os encarregados de educação, propus que propusesse a hora que lhe dava jeito. Respondeu-me que só poderia a certa hora (depois do trabalho), no dia que eu dissesse. Marquei então para hoje, para a hora que me dizia ser a única possível. Pedi-lhe apenas para confirmar (por email ou por sms) que viria (para não ficar em vão à espera dela. É aqui que está a diferença em relação à vez anterior, pois ela realmente não confirmou. Mas, bolas, se estivesse interessada teria lido o mail e respondido que hoje, afinal, não poderia! - ou sou eu que sou uma exagerada?)

Como tinha outra mãe com quem precisava de marcar, marquei para a mesma hora. E ainda bem que o fiz, pois assim não esperei em vão!

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Aprovação filial

por Bruxa Mimi, em 26.06.14
Hoje vesti uma camisa que tem uma fita para apertar à cintura. Quando ainda não a tinha apertado, passou-se esta conversa:

Feitiço: Falta dares um nó.
Eu [enquanto apertava]: Não é um nó, é um laço.
Feitiço [quando acabei de dar o laço, em jeito de aprovação]: Perfeita! [E deu-me um abraço.]

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Sonhos #27

por Bruxa Mimi, em 26.06.14
Ontem tive reunião com encarregados de educação às 9 horas. O que é que sonhei na noite anterior? Que eram 9:20h e uma das mães me telefonava, com voz muito calma, a dizer que já tinha chegado... e eu em casa, ainda por vestir!

Quando acordei, o meu pensamento foi: "Ufa! Ainda posso chegar a horas!"... e depois cheguei a horas, sim (mesmo às nove, mas cheguei!).

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Depois da igreja que a Varinha construiu,  há tempos, com a minha ajuda, o Feitiço pediu-me ajuda para construir uma igreja (a bem da verdade, ele pediu-me foi para o ajudar a construir uma "Missa"). Anteontem, como vos disse, fizemos o chão. Ontem, fizemos o resto. O resultado foi este:











Dizer que fizemos é quase um exagero, pois quem esteve realmente empenhada fui eu; perto do fim, o Feitiço já queria começar a destruir a igreja. Tive de lhe dizer que não podia destruir nada sem eu ter terminado e fotografado. Quando lhe disse: "Tu é que pediste e agora que está quase a acabar, queres estragar? Tive uma trabalheira, não pode ser!", ele respondeu algo como: "Eu queria, mas agora já não quero!...". Olha, paciência, Feitiço!

P.S. - Qual dos meus leitores descobre uma mudança efetuada na igreja entre fotografias? É bastante visível, mas não se vê de todos os ângulos, isto é, não aparece em todas as fotografias. As fotografias não aparecem pela ordem em que foram tiradas, não sei porquê...

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...porque na véspera de ir de mini-férias (e indo faltar dois dias à escola), uma aluna disse-me: "Eu vou ter muitas saudades tuas!"

[Quem é que, antes de ter uns dias de folga, considera que vai ter saudades de quem @ põe a trabalhar?]

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Construção de uma igreja

por Bruxa Mimi, em 21.06.14
Escrevo este post precocemente. A dita igreja, a construir com peças de Lego, ainda só tem o chão.

Pretende ser uma versão ampliada da igreja construída e apresentada aqui.

Desta vez, a ideia partiu do Feitiço (da outra vez foi a Varinha que teve a ideia).

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Para a Varinha e não só

por Bruxa Mimi, em 19.06.14
A Varinha ouviu um aluno crescido da sua escola a cantar esta canção e ficou fã. Agora só diz: "Gosto tanto desta canção, tanto, tanto..."

Acho que se ela soubesse que a canção tinha uma confissão de homicídio já não gostaria assim tanto... Por outro lado, eu percebo a letra da canção e continuo a gostar, por isso... Aqui está a ainda não identificada canção, em versões para quase todos os gostos! :-)

Primeira versão: os Queen, live at Wembley Stadium, 12/7/1986


Segunda versão, ligeiramente adulterada: os Marretas.


Terceira versão: Os Ten Tenors. Chamo a atenção para as frações de segundo (04:34) em que metem ao barulho outra conhecida canção (a ver se algum@ leitor@ tem paciência para ouvir e descobrir que canção é).


Quarta versão: Jake Shimabukuro, que toca num ukalele (e não canta).


Quinta e última versão (last but not least), também ligeiramente adulterada: Star Wars Edition (dedico esta ao Rogério, que é fã da saga).


Se acaso ouviram todas ou um bocadinho de todas, qual a vossa preferida?

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O blogue "Pais de Quatro" tem, de tempos a tempos, umas discussões interessantes lançadas pelo JMT, mas que aquecem mesmo é na caixa de comentários. Na maior parte das vezes, eu opto por não entrar na guerra. Hoje, quis comentar.

Primeiro, iniciei um comentário em resposta a uma sequência de comentários, mas como só queria referir um pormenor, e não entrar na totalidade da discussão daquela sequência em particular, mudei para um comentário ao post, "independente" de comentários anteriores. Depois, como percebi que me apetecia escrever muito, decidi vir aqui escrever (aliás, copiei o que já tinha escrito para me servir de base a este post, e não ter de escrever tudo outra vez). A seguir, vou ao PdQ e deixo o link num comentário. Quem quiser ler, sabe o que fazer. Se @ leitor@ que me lê neste momento fez isso, fez muito bem e seja bem-vindo!

Tenho três filhos. Nunca li nada (exceto as entrevistas - obrigada, JMT, pelos links, aqui e aqui) de nenhum dos dois pediatras espanhóis. Só li uns livros que me emprestaram (lembro-me de um que foi escrito por uma "baby whisperer", não me lembro é do nome do livro*), não necessariamente de ponta a ponta.

Concordo que os bebés choram por alguma razão, e não porque querem fazer os pais "penar". Não concordo é que se considere que ficar ao pé do bebé, fazendo-o sentir-se acompanhado, mesmo que depois a pessoa se ausente por momentos (não enquanto o bebé chora - pelo menos na entrevista o Dr. Estivill diz que não se abandona o bebé enquanto chora), seja "deixar os bebés chorar porque isso é para o bem deles".

E por que razão digo isto?

Porque se está assumir que, quando o bebé chora, automaticamente pararia de chorar se lhe pegássemos ao colo e que, se não o fizermos, estamos a "deixá-lo chorar". E isso não é verdade: umas vezes para de chorar, outras vezes não (e nós vemo-nos e desejamo-nos para perceber o porquê do choro). Por isso, se pegar ao colo nem sempre "resulta", por que é que estar ao lado do bebé, falando calmamente com ele, há de ser uma coisa má, se o bebé se acalmar? Por que é que se diz que, se o bebé deixa de chorar, não o faz porque o acompanhamento foi suficiente para não precisar de chorar, mas sim porque "aprende que não vale a pena chamar os pais" (não é uma citação propriamente, mas foi uma ideia que captei de um comentário a este post do PdQ)? Porquê? Não percebo.

No meio disto tudo, cabe-me agradecer a quem me emprestou o tal livro da "baby whisperer", pois foi muito útil - e recomendaria, se me lembrasse do nome...* [Já devem ter percebido que já sei qual é o livro...]

No caso da Vassoura, da Varinha e do Feitiço, eles foram muitas vezes pegados ao colo, não exclusivamente quando choravam. Se um bebé só for pegado ao colo quando chora (exceção para as atividades de manutenção - passe a expressão), não admira que chore muito para ter colo e que todas as outras alternativas para o acalmar não funcionem!

Mas a Vassoura, a Varinha e o Feitiço também choraram e não receberam colo. Foram atendidos, mas nem sempre com colo. O colo é como uma carta valiosa num jogo de cartas. Se puder ganhar a jogada com uma carta mais baixa (falar calmamente com o bebé; fazer-lhe festinhas; pôr-lhe a chucha se ele a usar; etc.), não faz sentido usar a mais valiosa - essa será preciosa quando a fasquia estiver num patamar superior, nesse dia ou noutro. Porque se pego ao colo por um choro qualquer (o livro ajuda a distinguir os diferentes tipos de choro), tudo o que não for colo será sempre insuficiente!

Outra coisa: os terrores noturnos [não confundir com pesadelos]. Como mãe, tive essa experiência, com os três, mas mais com a Vassoura. E, pelo que li e pela minha experiência, não adianta dar colo, aliás, não adianta fazer nada, pois os terrores noturnos têm esse nome por serem um terror... para os pais! As crianças não vão ter qualquer memória do que aconteceu, vão acordar frescas que nem uma alface, porque, apesar da gritaria, não acordaram sequer! Eu cheguei a tentar "consolar" a Vassoura, e mais tarde, a Varinha, mas fui enxotada mecanicamente, por ambas, pois estava a perturbar-lhes o descanso... No caso do Feitiço, já estava mais esclarecida...

Como é que eu sei que os meus filhos não ficaram traumatizados pelas vezes que não lhes peguei ao colo, mas os atendi de outro modo?

Como é que eu sei que não pararam de chorar porque "aprenderam que não valia a pena chamar pelos pais"?

Porque os meus filhos são crianças confiantes e outras coisas do género? Também (embora tenha consciência que eles não são confiantes em todas as situações)... mas sobretudo...

... porque continuam a chamar-me durante a noite, se precisarem, e eu vou lá.

... porque, agora que são mais crescidas (o Feitiço ainda não chegou a esta fase silenciosa de chamar), a Vassoura e a Varinha aprenderam que me podem chamar a meio da noite, mas não precisam de gritar, para não acordarem toda a gente da casa. Chamam-me, e esperam um pouco, para me darem tempo de acordar e ir do meu quarto ao deles e, se eu não aparecer, repetem... até eu aparecer. [Às vezes estou mais cansada e demoro mais a acordar.]

Não creio que aprender a ter os outros em consideração seja uma coisa má.

*Não me lembrei entretanto, mas uma rápida pesquisa ajudou. O livro era este:


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Adiós, piolhitos!

por Bruxa Mimi, em 19.06.14
Para matar as lêndeas, pedi na farmácia o produto "Seta", que já tínhamos usado noutra altura e que foi recomendado pela Teresa Power, mas estava esgotado.

Aceitei a sugestão da farmacêutica e comprei "Licinin", uma loção que mata por sufocação, e "Tiox", um champô. Para a semana voltamos a aplicar.

À partida, o problema está resolvido. Espero que sim!

Licinin

Tiox

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