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Alheia a tudo... ou talvez não!

Blogue da Bruxa Mimi. Marido: Gato Rogério. Filhos: "Vassoura", "Varinha", "Feitiço" e "Magia" (12, 11, 9 e 2 anos).

A Varinha adorou, madrinha!

31.01.15 | Bruxa Mimi
A Varinha teve febre na tarde de ontem. Não chegou a tomar nada, nem na escola, nem em casa. A febre passou por si. Hoje tem estado bem. Até foi a uma festa de anos e tudo, e esteve sempre bem, sem queixas.

Mas voltando a ontem à tarde: quando chegou a casa, tinha uma prenda à sua espera, uma prenda que chegou via CTT e que a alegrou de imediato. Não só a Varinha ficou animada, como se pôs logo a construir cocas*. Cocas? Não sabem o que são?*

A embalagem, uma das folhas antes das dobragens, uma
folha com autocolantes, o livro de instruções
e vários "quantos queres" já prontos.
Folha com 64 autocolantes para colar nos "quantos queres?"
Depois de se formar o "quantos-queres", cola-se um autocolante na parte de dentro de cada aba. Cada autocolante corresponde a uma das cores das bolinhas. Quando uma pessoa escolhe determinada cor, deve fazer o desafio/ação que corresponde à imagem. "Faz a careta mais horrível que conseguires", "canta a tua canção preferida" são algumas das acões propostas aceitáveis. "Faz a espargata" é uma das acões impossíveis - para mim (noutros tempos, não foi)!

*É este o nome na versão portuguesa das instruções, mas toda a minha vida conheci e ensinei estas dobragens como "quantos queres?". Não sou a única, pois não?

Olha, André (à paisana),

31.01.15 | Bruxa Mimi
o meu filho, como partilhei contigo, tem a mania que é bom, mas depois não faz muito melhor (e tem mais do dobro da idade)! (Ver imagem mais abaixo)

Para quem não é o André (tipo toda a gente que lê o Alheia, já que não creio que haja reciprocidade nas visitas), eu explico: o "Mexicano" é o filho mais velho do André (a mais nova é a "Xica") e com dois anos e pouco fez um desenho de um leão que o pai partilhou no blogue.

Quando eu estava a ver esse post, apareceu o Feitiço ao pé de mim e eu mostrei-lhe o desenho, dizendo que tinha sido um menino de dois anos a fazê-lo. Respondeu com ares de superioridade "Ele não sabe desenhar." Respondi que ele, Feitiço, tinha cinco anos, mas o Mexicano só tinha dois (mostrei-lhe com os dedos para ele ver bem a diferença) e que eu achava que o desenho estava muito giro. O Feitiço acabou por identificar o leão.

A conversa passou-se ontem. Hoje encontrei um desenho no quarto do Feitiço:


Respondendo ao meu comentário, no seu blogue, o André disse que em casa dele havia um futuro artista e que na minha havia um futuro crítico de arte. Humm... Quem sabe, faz, e quem não sabe... critica?

Perceberam tudo o que escrevi?

Gostaram?

Estive bem?

Agora ignorem tudo o que deitava abaixo o desenho e as habilidades artísticas do Feitiço. Eu sou uma mãe babada (já o tinha dito e hoje repito) e espero continuar a sê-lo por muitos anos!

Não gosto...

31.01.15 | Bruxa Mimi
... mas não me arrepia, especialmente se for escrito por uma criança de oito anos que ainda está a dar os primeiros passos nas conjugações verbais e nos verbos reflexivos*:

"Olá papá, nós gostava-mos que tu arranjasses o microfone."

Microfone e mensagem estrategicamente colocados na bancada da cozinha.
Pessoalmente, não quero sei se quero que o microfone seja arranjado...

*[coisa que "gostar" não é]

11 de setembro

29.01.15 | Bruxa Mimi
Hoje nas aulas estivemos a falar dos meios de comunicação social e, a propósito do imediatismo da mensagem em alguns dos meios, acabei por referir os ataques do 11 de setembro. Tinha planeado? Não, de todo. Os alunos ficaram interessados? Muito. Soube como responder a todas as perguntas que eles me fizeram acerca dos ataques? Não. Quais as mais difíceis de responder? As do "Porquê"...

Esses [s] a mais nas formas verbais

28.01.15 | Bruxa Mimi
Oiço muito este tipo de interação entre mães, pais, avós, etc., e uma criança:

Adulto: [...], ouvistes? / [...] fizestes [...]

Ou a criança é da realeza (e da "especial", que vale por mais do que uma pessoa e que se refere a si própria dizendo "Nós" em vez de "Eu"), ou o adulto está a acrescentar um "s" a "ouviste" e "fizeste"!

Ora vamos lá conjugar o Pretérito Perfeito de alguns verbos:

Eu nadei / Tu nadaste / Ele(a) nadou / Nós nadámos* / Vós nadastes / Ele(a)s nadaram

Eu comi / Tu comeste / Ele(a) comeu / Nós comemos / Vós comestes / Ele(a)s comeram

Eu sorri / Tu sorriste / Ele(a) sorriu / Nós sorrimos / Vós sorristes / Ele(a)s sorriram

Eu fiz / Tu fizeste / Ele(a) fez / Nós fizemos / Vós fizestes / Ele(a)s fizeram

*Com o novo AO, esta forma verbal tem dupla grafia: "nadámos" ou "nadamos". Embora tenha dupla grafia, dentro do mesmo texto deve ser-se coerente: ou se escreve sempre com acento, ou sem ele. Quem diz (ou, neste caso, escreve) "nadámos", diz (escreve) "cantámos", "amámos", "vomitámos", "andámos" e todas as outras formas verbais correspondentes à 1ª pessoa do plural ("Nós"), no Pretérito Perfeito, de verbos pertencentes à 1ª conjugação (que são os verbos terminados em "-ar", no infinitivo). Eu opto, sempre, por incluir o acento, para mais facilmente se poder distinguir "nadámos" (Passado) de "nadamos" (Presente).

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