Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




How I met your father - Episode 3

por Bruxa Mimi, em 11.05.17

Episode 2

Kids,

 

Retomando então a história do meu primeiro amor "a sério", ele foi um dos quatro elementos masculinos da minha turma de 11.º ano.

 

O lugar dele era na fila ao lado da minha. O que me cativou nele foram os grandes olhos azuis, o sorriso simpático e o facto de não ser "armado em bom", apesar de muito bom aluno. Não tinha um porte atlético (antes pelo contrário), mas eu não dava (nem dou) muita importância a isso.

 

Rapidamente fiquei "apanhada", mas mantive a minha natural timidez e não tentei nenhuma aproximação. Se ele me pedisse uma borracha emprestada, era um acontecimento! Qualquer razão para tocar na mão ou trocar umas brevíssimas palavras made my day! (Eu sei, eu era - passado? - mesmo totó.) 

 

Nesta história tive uma aliada de peso: a Filhote Pato, que só conheci neste ano letivo, mas que se tornou minha confidente a este respeito e que rapidamente se tornou parte da família de bruxos a que pertenço, de tal modo passava tempo em minha casa.

 

A Filhote Pato encorajava-me, animava-me e chegou a dizer-me que achava que faríamos um bom par. Coisas de amiga, não necessariamente certeiras!

 

Esta "paixão" durou dois anos e picos, com períodos de maior e de menor intensidade. No segundo ano letivo, nem éramos da mesma turma, mas continuei a gostar dele. Houve algumas vezes em que a Filhote Pato e eu fomos, no intervalo, até ao corredor onde a turma dele tinha aulas, só para eu o ver. Enfim!...

 

Durante este ano, eu tive explicações de História para ver se finalmente passaria no exame da disciplina. (No ano anterior fiz o exame sem ter estudado. Ainda fui à oral, mas a falta de conhecimento tornou-se evidente). Ele também teve explicações de História, por coincidência com a mesma professora, mas apenas para ter a nota mais alta possível no exame de acesso à Universidade! Motivações bem diferentes... Ele, um intelectual, eu, uma balda! Mais uma vez, se calhasse ter explicação imediatamente antes ou depois dele, tendo que me "cruzar" com ele, isso era um "acontecimento"!

 

Quando fiz 18 anos, fiz uma festa e convidei alguns amigos. Arranjei coragem (a Filhote Pato deve ter-me dado alguma) e convidei-o. Para minha surpresa, ele aceitou o convite e deu-me uma prenda que ainda hoje considero muito bem escolhida: o livro "História de Portugal em disparates", no qual escreveu uma dedicatória simpática (nada romântica, mas au point).

 

Ao fim do segundo ano, ele entrou para a Universidade e eu fiz o 12.º ano noutro curso (tinha feito o 3.º curso, com Filosofia, História e Inglês I e fiz o 4.º curso, com Literatura Portuguesa, Inglês II e Francês II). Tive de fazer o 4.º curso porque com o 3.º não podia entrar para a Escola Superior de Educação, para o curso que queria. É que eu, ao contrário de muitos colegas ajuizados, não fiz qualquer investigação sobre o que precisava para entrar para o curso. Como queria ser professora primária, simplesmente assumi que bastava ter o 12.º ano, de qualquer curso. E era assim, até um ou dois anos antes. Mas houve mudanças, e o curso (bacharelato) para professora primária (1.º ciclo do EB) passou a estar incorporado num curso (licenciatura) para professora do ciclo preparatório (2.º ciclo do EB), em várias variantes (Matemática/Ciências, Educação Musical, Português/Inglês e Português/Francês, entre outras). A parte das variantes levava a que o 3.º curso do 12.º ano, que eu completara, não servisse como base de acesso.

 

Há males que vêm por bem. Aos 18 anos eu não me imaginava a ir para a Universidade (quer dizer, eu imaginava-me a ir, mas sentia que ainda não estava preparada para ir). Um ano depois, estava "no ponto" de maturidade necessária. Entrei para o curso que queria (fui obrigada a escolher uma variante, embora quisesse apenas ser professora primária) e completei a licenciatura sem problemas de maior.

 

Acabei de me aperceber que nestes últimos parágrafos fugi ao tema, mas a consequência foi enriquecer a história. Quem viu a série "How I met your mother" há de concordar que o Ted também andou de trás para a frente com muitas histórias paralelas, certo?

 

Episode 4

Autoria e outros dados (tags, etc)

Etiquetas enfeitiçadas:

Mês de Maria - Dia 11

por Bruxa Mimi, em 11.05.17

"REMÉDIO SEGURO"

 

Certo rapaz, que, em pequeno, recebeu educação profundamente cristã, ao atingir a juventude, arrastado por más companhias, caiu no vício da impureza.

De pecado em pecado entrou nele o aborrecimento, a tristeza, o desespero. A um sacerdote amigo declarou:

- Padre, estou perdido. Para mim já não há remédio. O meu lugar é o inferno.

- O teu lugar é o Céu. Mas a porta do Céu é a Virgem Maria. Vai à Igreja, ajoelha-te diante do seu altar e pede-lhe que te acuda.

O rapaz cumpriu este conselho. Ajoelhado aos pés de Nossa Senhora, sentiu-se verdadeiramente tocado pela graça. Trespassado de arrependimento confessou os seus pecados e começou vida sinceramente cristã, que levou até à morte.

Escreveu o Papa Pio XII: «Para conservar e fomentar a castidade perfeita existe um meio que a experiência dos séculos mostra repetidamente ter valor extraordinário: é a sólida e fervorosa devoção a Nossa Senhora».

Quantos ataques contra a pureza venceu a doentinha de Balasar, a serva de Deus Alexandrina Maria da Costa*! Certa vez, aos 18 anos, tendo ido fazer um recado, apresentou-se certo homem a querer abraçá-la e levá-la para o mal.

«Com os meus 18 anos - conta ela - vi-me num perigo muito grande, inesperadamente. Lembro-me que levava o meu tercinho na mão e que apertei uma medalha de Nossa Senhora das Graças e, de repente, livrei-me do perigo. Foi sem dúvida a Mãezinha do Céu que me valeu.

Isto aconteceu várias vezes, mas tive sempre, sempre, a Mãe a valer-me. Oh! Como lhe estou agradecida!»

Imita este exemplo. Nas tentações contra a pureza, recorre à Mãe Castíssima, à Rainha das Virgens. Quem assim fizer - garante Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja - não sucumbirá.

 

*Lembro que o livrinho de onde estou a copiar os textos do Mês de Maria foi publicado em 1979. Desde essa altura, Alexandrina foi declarada Venerável, em 1996, e beatificada, em 2004. Cf. a página oficial do Santuário Alexandrina de Balasar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Etiquetas enfeitiçadas:



Made by Vassoura



Comentários recentes