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Mês de Maria - Dia 20

por Bruxa Mimi, em 20.05.17

"AS AVE-MARIAS"

 

Canta o hino «Ave de Fátima»:

Foi na Cova da Iria,

quando o terço te rezavam,

quando os sinos convidavam

a orar era mei'dia.

E o hino de Lourdes:

Era de harmonia,

Hora singular;

As Ave-Marias

Os sinos a dar.

Foi realmente quando os sinos tocavam às «Ave-Marias» ao meio-dia, que Nossa Senhora apareceu, tanto em Fátima como em Lourdes, prova de quanto a Virgem Santíssima ama e estima esta devoção! Ela fá-la olhar com carinho a terra e descer benigna até nós com as suas graças e até com a sua presença!

O toque dos sinos pela manhã marcava antigamente a hora do levantar; o do meio-dia, a hora da refeição; o da noite, a hora do regresso a casa. E os trabalhos interrompiam-se, os homens descobriam-se [tiravam os chapéus da cabeça] e todos rezavam para recordarem essa sublime hora em que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se fez homem e em que uma humilde donzela de Nazaré «chamada Maria» foi feita Mãe de Deus (Lc 1, 26-38).

É preciso não perder tão bela tradição. Tomemos hoje a firme resolução de, ao ouvir o toque dos sinos [ou do telemóvel, se pusermos um alarme para esse fim], nos recolhermos e rezarmos três Ave-Marias, acompanhadas, sendo possível, com as orações apropriadas.

Escutemos o Santo Padre Paulo VI: «As nossas palavras acerca das "Ave-Marias" pretendem ser simples mas fervorosa exortação a que se mantenha a sua costumada recitação... Tal exercício de piedade não tem necessidade de ser reformado: a estrutura simples, o carácter bíblico, a origem histórica que o liga à oração pela conservação da paz, o ritmo quase litúrgico que o liga a momentos diferentes do dia fazem que ele conserve inalterável o seu valor e intacta a sua frescura. Permanece inalterável o valor da contemplação do mistério da Encarnação do Verbo, da saudação à Virgem Santíssima e do recurso à sua misericórdiosa intercessão. Permanecem também invariáveis para a maior parte dos homens aqueles momentos característicos do dia - manhã, meio-dia e tarde - que assinalam os tempos da sua atividade e constituem convite a uma pausa de oração» (Marialis Cultus, n. 41).

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