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Alheia a tudo... ou talvez não!

Blogue da Bruxa Mimi. Marido: Gato Rogério. Filhos: "Vassoura", "Varinha", "Feitiço" e "Magia" (13, 11, 10 e 2 anos).

Olhem lá, estão a dar-me o "tratamento do silêncio"?

20.08.18 | Bruxa Mimi

Sabem o que é, não sabem? Quando propositadamente se ignora uma pessoa quando ela diz qualquer coisa, em princípio para ela perceber que fez algo errado e corrigir e/ou pedir desculpa.

 

Estou a sentir que me estão a fazer isso, mas não estou a perceber o que fiz errado, blogosfericamente falando... 

5 Coisas Boas Por Semana | 25-6 a 29-6-2018

19.08.18 | Bruxa Mimi

Tag.JPG

Repararam na data, repararam? Isto é que é pontualidade britânica na publicação deste post (que apenas é possível escrever graças ao registo feito na altura, no telemóvel. Depois estive em casa dos meus pais - lembram-se? - e desde essa altura nunca mais tomei notas nem escrevi os posts desta tag...)!

 

25 de junho (2.ª feira)

  • Tive reunião com a minha avaliadora, para tomar conhecimento da sua proposta de avaliação (a validar posteriormente por quem de direito). Tive 8,6 em 10, correspondendo a Muito Bom. Fiquei contente. 

 

26 de junho (3.ª feira)

  • Levei a Vassoura a uma consulta de dermatologia. Fomos chamadas para o gabinete da médica exatamente à hora marcada. 

 

27 de junho (4.ª feira)

  • Havia imensa roupa suja acumulada no(s) cesto(s). Dei um enorme avanço na dita cuja.

 

28 de junho (5.ª feira)

  •  A Varinha foi para o trabalho do Rogério. Portou-se (muito) bem e comeu quase tudo ao almoço. Tratava-se de uma dose de adulto, pelo que, conhecendo o habitual micro-apetite da Varinha, se tratou de um grande feito!

 

29 de junho (6.ª feira)

  • A Varinha deu o almoço à Magia e ela comeu tudo.
  • Consegui tratar da roupa de modo a que os vários cestos ficassem vazios. Adoro quando isso acontece!
  • Fui ao lançamento do livro escrito pelo padrinho da Varinha. Planeei sair às 19:30h. Para não me desorientar com as horas, pus no telemóvel um alarme para as 17:45h, que dizia: "Vais conseguir sair às 19:30H?". Fui clicando em "snooze", uma e outra vez, começando a duvidar que conseguisse, pois arrumei roupa, aspirei a sala, e fiz tantas outras coisas antes de ir tomar banho que o mais provável era que não conseguisse. Mas - coisa boa! - vesti o casaco às 19:29h e saí de casa! 
  • A apresentação do livro foi muito gira. Aliás, todo o ambiente durante a apresentação e no convívio que se seguiu foi muito bom e agradável. Fico à espera do lançamento do próximo livro, compadre! 

Paris - dia 2 (7/8/2018)

19.08.18 | Bruxa Mimi

[Resumo:

Casa. Catedral de Notre Dame. Almoço (crepes). Torre de Montparnasse. Torre Eiffel. Arco do Triunfo. Casa.]

 

 

O Rogério foi ao supermercado (por causa da famigerada sopa) e ao metro comprar os passes para viajarmos de transportes livremente durante os cinco dias.

 

Depois do pequeno-almoço (não muito cedo), com a Magia instalada no marsúpio, lá nos aventurámos pelo metro de Paris, sob a liderança segura do Gato Rogério.

 

Visitámos:

#1 - a Catedral de Notre Dame. Bonita, mas não mais do que tantas outras. Talvez esteja a ser injusta. É que a Magia não me permitia ficar parada a apreciar nada, pois desatava a refilar de forma bem sonora. Então eu tive de passar por tudo muito à pressa e não pude dar o devido valor. Por outro lado, temos no nosso país catedrais e igrejas tão ou mais bonitas do que a de Notre Dame. Só não temos um corcunda fictício a torná-las (tão) famosas...

corcunda.jpg

  

Depois almoçámos. Escolhemos um sítio onde serviam crepes e (eu e o Gato) cometemos a asneira de pedir cinco crepes. Enquanto esperávamos, demos a papa à Magia. Ainda ela não tinha terminado a papa já os crepes estavam a chegar à mesa. Eram simples q.b.: apenas tinham queijo e frango, mas, mesmo assim, as crianças deram corda à sua esquisitice, decidiram que não gostavam e pouco comeram (em especial a Varinha "Baguette" e o Feitiço). Acabámos por deitar fora o que eles não comeram, o que foi muito mau, mas nos serviu de lição.

 

#2 - a Torre de Montparnasse. Foi aqui que tivemos desconto de 25% (nos dois bilhetes de adulto), por termos o passe Paris Visite. Mesmo assim pagámos 55,50€, como podem verificar na imagem.

bilhetes_Montparnasse_tras.jpg

No outro lado dos bilhetes via-se uma imagem de um local de Paris, que poderia ser visto a partir da torre. Podem reparar que em seis bilhetes, temos cinco imagens diferentes. A imagem repetida está no bilhete da Magia, que não pagou entrada. Deve ser essa a explicação. 

bilhetes_Montparnasse_frente.jpg

Acho que valeu e vale a pena ir à torre, pela vista (a toda a volta) e pelas atividades que se podem fazer. No entanto, como em todos os sítios que visitámos, a presença de uma bebé limitou a disponibilidade para aproveitar cada uma das coisas. Mas gostei - e automaticamente subir à Torre Eiffel deixou de ser uma atividade atrativa. Por que haveríamos de gastar dinheiro para ter uma vista muito mais limitada de Paris do que a que tínhamos ali? Só para podermos dizer que subimos à Torre Eiffel, ex-libris da cidade de Paris? Não, obrigada!

 

#3 - a Torre Eiffel. Muito honestamente, a Torre Eiffel não é nada de especial. Mas é a Torre Eiffel e seria impensável irmos em família a Paris e não tirarmos umas fotos com ela como pano de fundo! Foi o que fizemos. Perto da torre, havia muitos vendedores de rua a vender as mesmas coisas. O Feitiço gastou um euro a comprar cinco porta-chaves Torre Eiffel, e as manas V&V fizeram o mesmo, mas dividindo a despesa entre si (não sei como fizeram para dividir os cinco porta-chaves...).

Resultado de imagem para torre eiffel

#4 - o Arco do Triunfo. Fomos suficientemente perto para o ver e tirar fotografias, e nada mais. O Rogério ainda fez algumas observações acerca do Arco, mas o cansaço generalizado não deu para grandes atenções...

Resultado de imagem para arco do triunfo

 

Nota: podia colocar aqui fotografias por nós tiradas (leia-se: pelo Rogério), mas não as tenho no meu computador e não sei sequer se temos alguma em que nós não estejamos, por isso ficam aqui estas tiradas da Internet e podem dar-se por felizes...

Chocolate no Egipto

16.08.18 | Bruxa Mimi

Escrito pela Varinha: (em contexto escolar e corrigido pela professora; a Varinha pediu-me para verificar os espaços e as gralhas, e foi isso que fiz)

 

Tempo: Há algumas semanas atrás...

Espaço: No Egipto...

Herói: Um cão...

Missão proposta: Encontrar a princesa...

Outras personagens intervenientes (pode-se acrescentar personagens): O monstro das 7 cabeças e o lobo mau

 

Chocolate no Egipto

 

     Há muitos anos, no dia  21 de fevereiro, no Egipto, um cãozinho passeava numa grande cidade.

     Na cidade havia de tudo, comerciantes a vender animais, especiarias e tecidos, havia pessoas a passear e a comprar  imensas coisas e também havia casas de vários tamanhos.

     O cão chamava-se Chocolate, porque tinha o corpo e os olhos castanhos.

     Ele estava a andar na multidão, quando alguém o chamou, ele virou-se e viu um senhor, que era o conhecido mensageiro real, o Elias. Ele disse:

      - O faraó mandou-me dizer-te que a princesa Alice desapareceu. Tens de procurá-la, ele escolheu-te porque tu tens um faro incrível. - gritou o mensageiro.

     No dia 19 de fevereiro à noite o lobo mau raptara a princesa, filha do faraó Mateus, porque o lobo, há algum tempo (quando o faraó era príncipe), soube que andavam a matar lobos. Ele conseguiu fugir, mas os irmãos não, porque o Mateus e os amigos mataram-nos. Então ele prometeu vingança.

     Ao mesmo tempo que o cão descobria aquela informação, o lobo mau, na floresta, procurava comida. O lobo estava um pouco desorientado, porque sem saber foi parar à entrada de uma gruta. Como estava esfomeado entrou e o que viu assustou-o. Era um monstro com sete cabeças verde e roxo não muito grande e com garras gigantescas e sujas, que dormia. O lobo não ligou ao medo e avançou até uma porta, virou-se e viu uma mesa gigante cheia de coelhos e lebres mortos e comeu tudo até à ultima migalha. Depois, com a barriga cheia a doer-lhe, caiu e fez um  grande barulho que acordou o monstro. O monstro, furioso, levantou as sete cabeças e gritou. Mas, antes de ter tempo de o atacar, o lobo disse:

     - Calma aí, sabes que a princesa foi raptada?

     - Sim.- afirmou o monstro.

     - Pensa, fui eu que a raptei, ela está dentro de uma árvore oca, a minha casa. Ouvi dizer que o rei enviou um mensageiro para pedir a um cão que a encontre. Podes ajudar-me a impedi-lo! - explicou o lobo num tom de voz autoritário.

     - Se é isso que queres, ok! - respondeu o monstro.

     Eles foram para casa do lobo esperar pelo Chocolate. Chocolate ia a caminho da floresta, pois ocorreu-lhe que a princesa pudesse estar lá. Parou numa clareira mesmo em frente à árvore oca que servia de abrigo ao lobo. Dentro da árvore, o lobo tapava a boca da princesa Alice, para que ela não gritasse um pedido de socorro. Mas o cão, com o faro, descobriu que o lobo, um monstro e a bela princesa Alice estão lá dentro. Só que o lobo estava armado com um perfume caro roubado. O objetivo dele era que o Chocolate não conseguisse farejar, para eles fugirem com a princesa pelo outro lado da árvore com uma corda. Antes de conseguirem pôr o plano em prática, o cãozinho já subia a árvore segurando na corda que estava no lado de fora. Ele atirou-se para cima deles, puxou a princesa, e desceu a árvore com ela.

     O monstro, que tinha braços compridos, irritado, pegou na Alice e no Chocolate e atirou-os até à porta do palácio. O lobo gritou, zangado com o monstro, mas não havia nada que pudesse fazer. À entrada do palácio a princesa agradeceu a Chocolate e prometeu que lhe daria muitas riquezas. Passadas duas horas o faraó estava a dar um lugar no palácio como cão guarda (era uma honra). Foi feita uma grande festa em honra do herói Chocolate.

 

FIM

Nova visita ao blogue da mami

15.08.18 | Bruxa Mimi

Quem passa por aqui com alguma regularidade talvez se lembre que fui convidada pela mami a partilhar uma história para a rubrica "Há cada uma!". Bem, na falta de uma, partilhei três! A primeira passou-se com uma amiga e colega de curso, há mais de vinte anos. A segunda, que hoje podem encontrar no blogue da mami, passou-se com a minha irmã Margarida, há quinze anos, num hospital público.

 

Como é que podemos partilhar casa com uma desconhecida? Vão até à mami e descubram!

 

[Adenda: Preparei este post ontem, agendando-o para as nove e meia porque vi comentários nos posts anteriores da rubrica muito cedo, mas, talvez porque é feriado, o post do "Há cada uma!" de hoje ainda não viu a luz do dia, às 10:23h. Sorry! Ele há de aparecer!]

 

[Segunda adenda: Fiquei agora mesmo - 14:35h - a saber que o computador da mami lhe pregou uma partida e se avariou no sábado. Como ela costuma agendar os posts desta rubrica no fim de semana anterior, não chegou a fazê-lo. Desculpem ter-vos induzido em erro. Quando realmente houver novidade, eu aviso!]

Paris e a sopa da Magia

14.08.18 | Bruxa Mimi

[Para perceber o contexto, ler o post introdutório sobre a ida a Paris.]

 

Uma das questões que nos preocupava (a mim e ao Rogério), relativamente à viagem e estadia em Paris, era a alimentação da Magia. A alimentação dos outros, mais esquisitice, menos esquisitice, não nos preocupava por aí além (que é o mesmo que dizer que não nos preocupava de todo). A logística de uma bebé é sempre mais complicada (não só a alimentação!)...

 

Eu e o Rogério não somos muito originais em termos de alimentação, não inventamos receitas, enfim, somos limitados! Por outro lado, a Magia não é uma bebé que goste de experimentar novos sabores. Se estamos a comer, ela não mostra qualquer interesse na nossa comida. Bebe o leite do biberão e come bem a sopa, a papa e a fruta, se for banana. Há frutas deliciosas, de que todos cá em casa gostamos, e que ela simplesmente ignora. Se lhe damos a provar (porque vamos dando!), ela mal come uma colher e é com ares de nos estar a fazer um favor.

 

Posto isto, decidimos que, quando passeássemos, levaríamos as coisas necessárias para preparar a papa e o biberão. Era o mais simples. No entanto, como estávamos num apartamento, pensei fazer uma sopa para que a Magia não passasse quase seis dias a leite e papas (o Rogério chegou a sugerir que fizéssemos isso, mas a minha condição de mãe, por mais balda que às vezes possa ser, não me permitiu aceitar essa solução)!

 

No dia em que chegámos, à tardinha, fomos a um supermercado que havia (há) perto do apartamento. Comprámos coisas para o pequeno-almoço e legumes para a sopa da Magia. Em casa, demos-lhe papa, que era o que havia de mais imediato para ela comer. A seguir, fomos jantar ao McDonald's, que havia (há) muito perto de casa (mais perto do que o supermercado). 

 

Nessa noite, depois de nos organizarmos, de rezarmos e de termos os miúdos na cama, comecei a descascar os legumes... mas a sopa não ficou pronta nessa noite, não!

 

Na segunda-feira a sopa ficou esquisita, muito líquida, mas não era só isso, o sabor também deixava muito a desejar. O Rogério propôs desistir da sopa. Como eu insisti que a Magia devia comer sopa pelo menos uma vez por dia, e achava que bastava uma batata doce para remediar a sopa, na terça-feira o Rogério voltou ao supermercado e comprou duas batatas doces e carne para adicionar à sopa.

 

Na terça-feira já não sei o que foi que aconteceu, mas a sopa não ficou pronta para a Magia comer, e acabou por não ficar pronta de todo.

 

Na quarta-feira a sopa ficou quase pronta, mas, se não me engano, só foi oferecida à Magia na...

 

... quinta-feira. Qual a opinião da mademoiselle Magie? La soupe? Mange-la toi!

 

Eu pouco comi da sopa (a carne de vaca para mim estragava tudo), mas a Varinha (Baguette, en français - aprendi ao ver um bocadinho de desenhos animados dans la télé française) comeu e repetiu, na quinta-feira, a Vassoura comeu na quinta e na sexta-feira, tal como o Rogério, e o Feitiço comeu na quinta-feira.

 

Resumindo, tanta preocupação e tanto trabalho para fazer uma sopa para a Magia e, do ponto de vista do objetivo inicial, a sopa foi um autêntico fiasco! Porque voltei a oferecer-lhe a sopa no jantar de sexta-feira e no almoço de sábado, antes de regressarmos a Portugal, e ela comeu tanta sopa como vocês!

sopa_bebe.jpg

[Pas la soupe qu'on a fait.]

 

Nota: Tudo o que escrevi em francês pode estar (e está, certamente) com erros. Qu'est-ce qu'on va faire? Rien! C'est la vie!

Transportes públicos em Paris - pormenores positivos

13.08.18 | Bruxa Mimi

Como escrevi anteriormente, a rede de transportes públicos de Paris é imensa e bastante confusa ("Quem não sabe é como quem não vê"). Mas alguns pormenores agradaram-me particularmente.

 

#1

Numa estação por onde passámos apenas uma vez (duas, contando ida e volta), o cais tinha portas como se fosse um metro. Quando um metro chegava à estação, parava sempre de modo a fazer coincidir as suas portas com as portas do cais, que se abriam ao mesmo tempo do que as das carruagens. Mais seguro, e mais fácil saber onde nos colocarmos enquanto esperamos que o metro chegue! Infelizmente não tenho nenhuma fotografia para ilustrar este pormenor.

 

#2

Por cima das portas do comboio (alguns), a lista das estações do percurso efetuado por esse comboio tem uma luzinha por cima do nome de cada paragem. Quando se aproxima uma paragem, a luzinha dessa paragem pisca. Quando se sai dessa paragem, a luzinha apaga-se. Além disso, nestes comboios ouve-se duas vezes o nome da paragem seguinte, sem a introdução portuguesa de "próxima paragem" (que se calhar só atrapalha quem não percebe português). Parte menos positiva deste ponto positivo: em alguns comboios que tinham este sistema, as luzes estavam sempre a apagar-se.

metro_paris.JPG