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Andar de transportes públicos em Paris...

por Bruxa Mimi, em 13.08.18

... não é fácil. Especialmente se se é um casal com quatro crianças, uma das quais com um ano e dois meses e que não anda, duas mochilas (uma grande e uma pequena) e um carrinho de bebé.

 

São muitas linhas de metro, misturadas com as de comboio (RER), as de autocarro, elétrico e não sei se mais algum transporte que me tenha escapado.

 

Correção: as linhas dos transportes propriamente ditas não estão misturadas, têm é ligações múltiplas entre elas. As linhas que de facto estão misturadas são as que representam as linhas (ou percursos) reais, no esquema de transportes que se encontra afixado e nos folhetos disponíveis nas várias estações. Sentia-me quase analfabeta funcional ao olhar para aquele emaranhado de linhas. Valeu-me S. Gato Rogério!*

 

Como a maior parte das linhas e estações de metro (o transporte que mais utilizámos) são antigas, não têm elevadores. Para compensar, têm labirintos e escadas em abundância!  Estas características foram, sem dúvida, as que mais apreciámos enquanto circulávamos. #Sóquenão.

 

Na segunda-feira, dia em que fizemos a viagem para Paris, fomos de táxi do aeroporto (de Orly) até ao apartamento. O valor para essa viagem é fixo: 35€, pagando-se quatro euros por cada passageiro além dos quatro que enchem um táxi de cinco lugares. Nós pagámos, portanto, 43€ (o facto de a Magia ir ao meu colo não afetou).

 

Na terça-feira de manhã, comprámos um passe de cinco dias para os cinco membros pagantes da família. Foi uma boa opção (já pensada e decidida em Portugal, antes de irmos), uma vez que esse passe deu para todos os transportes públicos, no centro e nos arredores de Paris. Não tivemos mais de estar em filas para comprar bilhetes. Além disso, o passe permitiu-nos ter desconto de 25% num dos sítios onde fomos (apenas nos bilhetes de adultos).

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 Antes de ir para Paris, tinha pensado levar o pano para transportar a Magia. O problema é que apenas sabia a maneira de transportar uma bebé pequenina. Pensei pesquisar na Internet e treinar em Portugal, mas, quando o fiz, a Magia não quis colaborar e, sendo muito em cima da viagem, acabei por decidir não levar o pano. Lá teria de carregar o carrinho de bebé em Paris, nos transportes... 

 

No apartamento do meu irmão, enquanto procurava almofadas para as várias camas, encontrei um marsúpio.** Pensei logo experimentar usá-lo com a Magia, no dia seguinte. Apesar de saber que não é a forma de babywearing mais recomendada, porque as pernas da criança ficam "penduradas", decidi usá-lo porque um marsúpio tem a grande vantagem de não precisar de pesquisar na Internet a forma de usar. É muito mais simples. Não que fosse automático, mas as imagens ilustrativas no próprio marsúpio permitiram colocar a Magia no dito cujo e passar o primeiro dia a andar de transportes e a visitar vários locais sem usar o carrinho.

 

O primeiro dia sem usar carrinho? Porquê? Nos outros dias usaste-o, Mimi? Sim, usei. Levei a Magia no marsúpio, mas como fiquei com dores nos ombros e nas costas, no primeiro dia de passeio, achei melhor, nos outros dias, levar outro recurso, para ir alternando conforme precisasse. Mas quem me dera não ter ficado com dores de costas... Além de ser chato carregar o carrinho escadas acima e escadas abaixo, havia estações onde ele não passava aberto pelas entradas e saídas de controlo e tinha de ser fechado. E se, por acaso, a Magia estava nele, nessa altura, tínhamos de a retirar, fechar o carrinho, e fazer o inverso depois de passarmos (exceto, claro, se a Magia recusasse voltar para o carrinho, a malandra...).

 

 

 *Em minha "defesa", sem o Rogério teria deixado de ser analfabeta. Com ele, "encostei-me"...

**Não me surpreendeu, uma vez que o Mário e a Marinette têm uma filha um ano mais velha do que a Magia (a Marinettezinha) e um bebé que nasceu em janeiro deste ano (o Máriozinho).

 

 

 

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