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Alheia a tudo... ou talvez não!

Blogue da Bruxa Mimi. Marido: Gato Rogério. Filhos: "Vassoura", "Varinha", "Feitiço" e "Magia" (13, 11, 10 e 2 anos).

E esta, hein? Eu não estou vacinada!

25.04.17 | Bruxa Mimi

Desde que me lembro que vou ao Centro de Saúde na altura prevista para levar as vacinas. Em pequena ia com a minha mãe, em adolescente já ia sozinha (mas era a minha mãe que me alertava que era altura de o fazer), em adulta continuei a ir quando era suposto. Tenho, portanto, a consciência tranquila relativamente à questão da vacinação. Era para tomar? Tomei. Era para voltar dali a dez anos? Voltei. TENHO, por isso, AS VACINAS EM DIA. Que o digam e confirmem os muitos enfermeiros que viram o meu registo de vacinações ao longo dos anos!

 

A propósito do atual surto do sarampo, o Rogério descobriu que a vacina começou a fazer parte do Plano Nacional de Vacinação (PNV) em 1974. Como ele nasceu em 1968, ficou na dúvida se estaria ou não vacinado contra o sarampo. Eu, ao ouvir a data, fiquei descansada, pois nasci em 1973 e no ano em que a vacina foi introduzida no PNV eu estava abrangida. Conferir aqui:

A vacinação contra o sarampo iniciou-se em Portugal com a VAS, em 1973, com uma campanha dirigida a crianças até aos 5 anos de idade. Em 1974 a vacina foi incluída no PNV, administrando-se uma só dose aos 12-15 meses. Em 1987 foi introduzido no PNV a vacinação contra a parotidite (papeira) e a rubéola, sendo estas duas vacinas administradas em combinação com a vacina do sarampo numa vacina trivalente, a VASPR. A VASPR era administrada numa dose única, aos 15 meses, e a vacina VAS passou a ser usada só em condições especiais em que é necessária imunização isolada contra o sarampo, como por exemplo em crianças com menos de 12 meses em caso de epidemia. Nestes casos mantém-se a recomendação habitual de administração da VASPR aos 15 meses.

O PNV de 1990 introduziu uma 2ª dose de VASPR, a ser administrada aos 11-13 anos (para uma discussão teórica, ver ref 21). Em 1999 a CTV reviu o PNV e diminuiu a idade da 2ª dose para 5-6 anos, com o objectivo de conseguir maior cobertura vacinal.

(informação retirada de http://webpages.fc.ul.pt/~mcgomes/vacinacao/VASPR/index.html)

O Rogério viu no seu boletim individual de saúde (ele ainda tem o original) que não havia sequer uma divisória para registo de vacina contra o sarampo, mas, na divisória "outras vacinações" está lá, com data de 1973, uma vacina idetificada com "S". Ora, "S" é a letra com que o sarampo é identificado nas vacinas (ver transcrição acima). Parece, portanto, e afinal, que o Rogério está (ou foi) vacinado contra o sarampo.

 

Eu também fui ver o meu boletim individual de saúde (não tenho o original, que perdi, mas no Centro de Saúde a que pertencia em criança e adolescente tinham o registo de todas as vacinas que eu tinha levado, e preencheram uma 2.ª via, com carimbos a dizer "transcrição"). E o que foi que eu descobri? Que, tendo recebido vacinas em 1973 e nos anos seguintes, não recebi a VAS, nem, mais tarde, a VASPR. Em 1987, recebi a VAR, que é a vacina contra a rubéola, mas contra o sarampo... nada.

 

Agora pergunto: Como foi que não recebi esta vacina, se:

  1. A minha mãe me levou "às vacinas" quando era pequena e a vacina já fazia parte do PNV;
  2. Os enfermeiros, ao longo dos anos, me trataram sempre como tendo todas as vacinas em dia;
  3. Nenhum médico me disse, me avisou, me alertou, para o facto de que faltava ser vacinada contra o sarampo?

Não percebo e não sei o que fazer, para além de manter a calma.

 

Entretanto, li mais um pouco sobre o assunto e percebi que é suposto os adultos com mais de 40 anos (o meu caso) terem tido sarampo em criança, pelo que estão "vacinados" com a própria experiência da doença (normalmente benigna). Mas quem é que pode garantir que eu, em particular, tive sarampo? Eu não me lembro e a minha mãe também não (nós somos sete irmãos e ela não faz ideia quem teve o quê - não tinha nenhum blogue para registar estas efemérides, nem tempo para as registar noutro local).

 

Parece que se pode fazer um teste seriológico para saber se se tem anticorpos. Eu até fazia, para tirar todas as dúvidas, mas estando grávida... não convém.

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