Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Alheia a tudo... ou talvez não!

Blogue da Bruxa Mimi. Marido: Gato Rogério. Filhos: "Vassoura", "Varinha", "Feitiço" e "Magia" (14, 13, 11 e 4 anos).

18.11.18

Não estava à espera que isto acontecesse


Bruxa Mimi

Foi há uns dias. Confesso que tenho medo de admitir que isto me aconteceu. Eu, que anos a fio me gabei, ou, pior, gritei a alto e bom som, para quem me quisesse ouvir, que nunca seria vítima. A Matilde vai-se "passar"...

 

Não deveria tentar arranjar um culpado, mas, se insistirem em querer saber - e faz de conta que insistiram -, eu digo: foi o Rogério. O Rogério, mas por insistência do Feitiço. Os homens da casa. Típico, não é?

 

Não se deve culpar a mulher, mas eu culpo-me. Bastante. Porque fui (e sou) fraca.

 

Mas, afinal, escrevo, escrevo, e não digo nada, não é? Ou melhor, digo, mas não concretizo... Calma, senhores, já lá vou!

 

 

Oreo.

 

Leram bem.

 

Oreo.

 

As bolachas. Quando surgiram em Portugal (não faço ideia de onde vieram), eu experimentei, claro. Ia lá dizer que não a bolachas de chocolate com tão bom aspeto e com um anúncio tão convincente? Provei e não gostei.

 

Passados uns tempos, voltei a provar. Se calhar o problema estava no meu paladar, no primeiro dia. Detestei. Não me lembro se cheguei a provar a terceira vez, mas rapidamente o veredicto passou a definitivo:

 

Não gosto nada de Oreo. São horríveis, intragáveis.

 

Os anos foram passando, a minha vida mudou (casei, fui mãe, mudei de escola,...) , o veredicto não. Era impossível mudar. O nojo pelas Oreo (e a incredibilidade acerca de alguém gostar realmente das ditas) estava entranhado em mim.

 

"Tenho uma receita facílima e deliciosa", dizia alguém.

"Facílima? Isso interessa-me", respondia eu.

"Só precisas de Oreo e...", continuava a pessoa.

"Oreo? Esquece, não vale a pena dizeres mais nada. Se sabe a Oreo, não gosto!", concluía eu, terminando a conversa e passando a outro assunto.

 

Estão a perceber o asco que eu tinha às Oreo? Sim, tinha... Não posso dizer que tenha. As quatro Oreo que comi enquanto escrevia as primeiras linhas deste post não me deixam mentir!

 

Bem, eu não decidi comer Oreo só porque sim. Havia (e há) Oreo cá em casa, compradas pelo Rogério, a pedido do Feitiço. Quando isto aconteceu pela primeira vez, não me afetou. Não tive qualquer interesse em dar uma dentadinha para confirmar que ainda detestava Oreo. O problema foi quando me apercebi que havia dois tipos de Oreo: as normais e um pacote diferente: "Oreo Finas, com creme de chocolate". Tinham um aspeto diferente, eram mais finas, de facto, o creme não era aquele branco nojento (sim, ainda o acho nojento, e aliás estou a sentir-me enjoada... Yeah!!! (será que vou voltar a detestar Oreo?)), o castanho não era tão escuro...

 

Experimentei, com cuidado. Um bocadinho pequenino, à cautela. Gostei. Bastante. "Boa! Gosto destas. Não têm nada a ver com as outras.", pensei.

oreo_finas.jpg

Uns dias depois, infelizmente, tive outro pensamento: "Se eu gostei das Oreo finas, será que agora até gosto das Oreo normais?".

 

Provei. Estúpida, estúpida, estúpida! Devia ter-me mantido fiel ao meu ódio de estimação. Agora só me resta a esperança de enjoar das Oreo, como enjoei de brócolos enquanto estava grávida da Vassoura (passados uns anos, voltei a gostar de brócolos, mas pode ser que, se verdadeiramente enjoar de Oreo, não torne a "cair").

oreo1.jpg 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

P.S. - Para quem leu tudo (Corajosos? Masoquistas? - quem sabe?) e ficou na dúvida: não, não estou grávida!

P.S. 2 - Em vez de teclar este maravilhoso, interessante e útil post, eu deveria ter estado a trabalhar... Eu bem disse que constantemente perdia tempo...

 

3 comentários

  • Imagem de perfil

    Bruxa Mimi

    18.12.18

    Olha, Bipolar, estou a recordar-me do teu post sobre as mulheres e a gravidez e deixa-me dizer-te que nunca tive desejos de grávida. A única alteração de paladar que tive, na gravidez, foi logo na primeira: deixei de conseguir comer brócolos (que adorava) e bastava o cheiro deles para me agoniar. Acho que só superei totalmente a minha aversão aos brócolos depois de ter tido a minha segunda filha... De resto, o que me agradava antes de estar grávida continuava a agradar-me e o que não apreciava continuava a não ser por mim apreciado.
    Obrigada pelo voto solidário do fim do comentário! 
  • Imagem de perfil

    Bipolar

    19.12.18

    Parece-me uma bênção essa consistência entre o antes e o depois. A minha mulher teve um tempo em que não conseguia comer quase nada com gosto, pois tudo lhe sabia mal. Mas tinha de comer, porque tinha muita fome, ficava tonta de tanta fome, mas acabava a comer sem gosto, apesar do apetite e da fome que tinha. Comida cozinhada, era melhor esquecer, pois durante ainda bastante tempo não conseguiu cozinhar nem comer comida cozinhada. Enfim, a verdade é que não sei como as mulheres aguentam tanto distúrbio :)
  • Escrever palavras mágicas:

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.