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Made by Vassoura



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    Sim, obrigada! O ranho e a tosse é que continuam, ...

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    já está melhor?

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    Já está melhor (mas ranho e tosse continuam)! Beij...

  • Bruxa Mimi

    Se calhar depende dos sítios...




Pilot (ep. 1)

Season 2, episode 8 (ep. 20)

Kids,

 

Desculpem a minha ausência (se por acaso deram por ela)...

 

Fiquei de vos falar sobre o meu discernimento vocacional. Não é fácil escrever sobre ele, acho eu, mas veremos.

 

«Desde pequena que soube que queria casar e ter filhos.» - contei isto no primeiro episódio. Ora, lendo isto, fica-se talvez com a ideia que o meu discernimento vocacional foi bastante claro, desde cedo. E foi, mas ao mesmo tempo não foi.

 

Se, aos vinte e quatro anos, por exemplo, eu tivesse encontrado o meu «príncipe encantado» (e ele, em mim, a sua «princesa»), mesmo sem ter namorado antes, não teria tido grandes dúvidas que era essa a minha vocação. Afinal de contas, sempre quisera casar e ter filhos, e ali estava a confirmação e concretização desse desejo interior.

 

Mas não foi assim que aconteceu. Como já vos contei, eu fui gostando e gostando sem nunca ser correspondida. A quem se interessou por mim, fui eu que não correspondi. À minha volta, as minhas amigas foram namorando e casando, e eu, nada.

 

No entanto, embora não visse acontecer na minha vida o que tanto desejava, eu não abria o coração a outra possibilidade. Deus podia ter pensado noutra forma de eu ser feliz, mas, durante anos, eu recusei determinantemente pôr sequer a hipótese de vir a ser freira. Não porque achasse que não se pudesse ser feliz assim, mas porque não queria prescindir daquilo que sempre desejara.

 

À minha volta, nem toda a gente namorava e se casava, na verdade... Quando eu tinha vinte anos, a minha irmã Margarida, que sempre teve uma relação de proximidade com Deus e nunca teve qualquer vontade de namorar ou casar, e que era professora, rescindiu o contrato com o Ministério da Educação e entrou para um convento de Clarissas. Esteve lá um ano e acabou por vir-se embora. Não era ali o seu lugar. Recomeçou a dar aulas (primeiro como contratada, mas não demorou muito a voltar a ficar efetiva). Alguns anos depois, foi com umas amigas (da sua comunidade neocatecumenal) a um retiro num mosteiro, durante o mês de agosto (é um mês evangélico). Veio de lá encantada e convencida que a sua vocação era consagrar-se a Deus, naquela ordem concreta (Família Monástica de Belém, da Assunção da Virgem e de São Bruno, conhecidas sinteticamente por Monjas (e Monges) de Belém). Não havia mosteiros daquela ordem em Portugal, naquela altura (existe um, na presente data). A minha irmã Margarida voltou a rescindir o contrato com o Ministério da Educação e foi para o mosteiro onde tinha feito o mês evangélico, nos Monts Voirons (França, perto da Suíça). Voltou após seis meses e, desta vez, com a certeza que a sua vocação não era a de uma vida consagrada. 

 

Eu testemunhei a vivência da minha irmã sem nunca me sentir chamada a fazer um retirinho que fosse. Havia, além dos retiros de agosto, uns retiros - na mesma família monástica - bem mais curtos e bem mais perto: num mosteiro em Sigena, Espanha. Várias raparigas das comunidades neocatecumenais fizeram esses retiros, inclusive uma da minha própria comunidade que também se questionava acerca da sua vocação (embora estivesse convencida, tal como eu, que casar e ser mãe é que era para si, como via o tempo passar sem que se concretizasse, abriu o coração a outra possibilidade e fez o retiro em Sigena, tendo vindo com a confirmação da sua vocação para o matrimónio).

 

Em 2003, com trinta anos, dei um passo importante. Poderão descobrir qual (ou confirmar as vossas suspeitas) no próximo episódio.

 

Season 2, episode 10 (ep. 22)

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Pilot (ep. 1)

Season 2, episode 7 (ep. 19)

Kids,

 

Apesar de não terem feito nenhum comentário, de certeza que acertaram na adivinha com que terminou o último episódio. Lembram-se dela? [Eu sei que não se lembram. Já passou demasiado tempo.]

 

O rapaz de quem já aqui falei tinha um irmão mais velho e um primo mais novo que não me foram indiferentes. O irmão mais velho gostava de me provocar um bocadinho, mas não era nada que não fizesse a qualquer outra pessoa. Era o seu feitio. Embora não me tenha sido indiferente, o que senti por ele foi bastante superficial. Acho que não cheguei a conhecê-lo o suficiente para os sentimentos se aprofundassem (ou então o facto de ter gostado do irmão foi inibidor disso).

 

Já o primo mais novo foi outra história...

 

Este rapaz, de seu nome Rogério (e esta, hein?), era (é) de baixa estatura e, quando o conheci, tinha cabelo compridíssimo (mais comprido, mais forte e mais bonito do que o meu alguma vez foi). É engraçado que eu prefira os elementos do sexo oposto de cabelo curto, mas que sempre tenha achado que ele ficava muito bem com o cabelo comprido - no entanto, quando anos mais tarde o cortou, achei que ficava (ainda) melhor. Outra coisa que eu gostava neste rapaz era a voz, em especial quando cantava.

 

Numa peregrinação de jovens em que participei [aqui o conceito de jovem é bastante alargado] e ele também (e muitos outros jovens das comunidades neocatecumenais a que ambos pertencíamos, embora, na altura, fôssemos de comunidades diferentes), o rapaz foi um dos grandes animadores da viagem de autocarro, ao longo dos dias, através de canções. Esse tipo de animação, que não é o meu estilo, agrada-me, porque ajuda a criar bom ambiente entre pessoas que não se conhecem assim muito bem (ou não se conhecem de todo). Verdade seja dita que os principais animadores eram o irmão mais velho do Rogério e um outro rapaz de quem nunca gostei sem ser por amizade, ambos muito extrovertidos e bem-dispostos. Mas quando o que se fazia era cantar, o Rogério tinha quase sempre um papel de destaque.

 

Este Rogério foi o último rapaz de que gostei antes de conhecer o Gato Rogério, e ainda terei mais para vos contar sobre ele, mas antes tenho de vos falar de uma questão muito importante no meu percurso (e que até agora tem estado de parte): o meu discernimento vocacional.

 

Mas isso, claro, é assunto para um episódio exclusivo (ou mais do que um)...

 

Season 2, episode 9 (ep. 21)

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Pilot (ep. 1)

Season 2, episode 6 (ep. 18)

Kids,

 

De certeza que ainda se lembram daquele rapaz da minha comunidade de quem gostei em regime on/off (conforme tinha ou não interesses amorosos noutras "frentes") e acerca de quem contei dois episódios envolvendo pessoas da minha família (o Manuel e a Matilde)... Se não se lembram, vejam os episódios em questão (just follow the links). 

 

Esse rapaz tinha (e tem) dois irmãos, sendo ele o do meio. O mais novo poucas vezes vi, mas o mais velho também era de uma comunidade (não da mesma que nós), por isso, a partir de certa altura via-o com regularidade, nas Eucaristias de sábado à noite. 

 

O pai destes rapazes tinha uma irmã com três filhos (uma rapariga e dois rapazes), que também fizeram parte de uma comunidade. Simpatizava muito com a irmã (a mais velha dos três, se não me engano), embora nunca tenhamos sido muito próximas uma da outra. Também simpatizava com o rapaz mais velho, que tinha namorada (com quem casou e continua casado, feliz, há mais de 20 anos).

 

Ao fim de muitos anos, o rapaz-base desta família (o que já tinha sido mencionado), casou e passou para a comunidade da mulher. Não muito tempo depois, houve uma junção de duas comunidades (algo que é normal acontecer, ao longo dos anos) e o seu primo mais novo passou a ser da mesma comunidade que eu (e assim continuou até eu casar e mudar de paróquia e de comunidade).

 

Não sei se conseguem imaginar, pelo título e pelo que já escrevi (nesta blogossérie e no blogue em geral), onde é que esta história vai parar... Querem tentar adivinhar?

 

Season 2, episode 8 (ep. 20)

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Pilot (ep. 1)

Season 2, episode 5 (ep. 17)

Kids,

 

No verão dos meus 24 anos fui à Escócia (não foi só nesse verão que lá fui, mas isso agora não interessa nada). Não fui sozinha, nem com familiares, mas sim com colegas e amigas e com pessoas desconhecidas que se inscreveram no mesmo curso de verão do que eu.

 

Uma dessas pessoas era um rapaz mais ou menos da minha idade, arquiteto ou a caminho disso. Sem fazer por isso, cativou-me. Mantendo-me discreta (que é o meu registo habitual), sempre que podia, estava onde ele estava. Mas não tinha jeito para meter conversa de chacha e não tinha assunto para uma conversa que não fosse de chacha e que lhe pudesse interessar (pelo menos na minha opinião).

 

Numa saída após o jantar, numa noite que não era véspera de aulas, os professores (pouco mais velhos do que nós) levaram os alunos que tinham idade para consumir alcool a um pub. Eu fui apenas por causa do rapaz, já que bares e pubs aren't my thing. Mais valia não ter ido, já que de nada me serviu. Mas que estou eu a dizer?? Serviu de muito! Se não tivesse ido, não poderia, na eventualidade de um dia me perguntarem: "Have you ever been to a pub?", responder: "Been there, done that." ou, mais formalmente: "Yes, I've been to a pub - once."

 

Terminado o curso de verão e regressados à lusa pátria, nunca mais vi o rapaz. Certo?

 

Errado! Vi-o pelo menos mais uma vez, num jantar em Lisboa, organizado primordialmente pela grande impulsionadora da ida de portugueses àqueles cursos de verão, uma minha ex-professora.

 

Éramos aproximadamente vinte pessoas, nesse jantar. Não fiquei sentada perto dele, ou, se fiquei, não me lembro (o que quer dizer que, para todos os efeitos, não tive nenhuma conversa memorável, ou lembrar-me-ia).

 

Nota-se muito, pela forma como contei esta paixoneta de verão, que não foi muito importante? É que praticamente só me lembro da cara dele (que não era feia e normalmente apresentava um sorriso aberto) devido às fotografias desse verão que fazem parte do meu álbum "Escócia". Foi mesmo uma coisa passageira...

 

Season 2, episode 7 (ep. 19)

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Pilot (ep.1)

Season 2, episode 4 (ep. 16)

Kids,

 

Depois de contar ao B a história verdadeira da M e do F, e de ele ter concordado em continuarmos a encontrarmo-nos, assim fizemos.

 

Saímos não sei quantas vezes mais, sobretudo para irmos ao cinema. Da minha parte não houve evolução de sentimentos, ao longo desse tempo. Sentia-me bem na companhia do B, mas as conversas que tínhamos não eram particularmente interessantes ou profundas, devo admitir.

 

Numa noite em que combinámos ir ao cinema ver "Pleasantville", com o Tobey Maguire e a Reese Witherspoon (escrevi de memória mas tenho tive de confirmar - precisei de corrigir o apelido dele.), eu estava com uma dor de cabeça fortíssima. Se fosse esperta, tinha cancelado a saída, mas não o fiz.

 

Assim que entrei no carro e o cumprimentei, avisei que me doía muito a cabeça, e expliquei que qualquer som ou movimento da cabeça mais repentino me causava um aumento grande na intensidade da dor, pelo que lhe pedia que não conversássemos [A sério, Mimi de 26 anos? Não era evidente para ti que devias ter cancelado a ida ao cinema???]. Ele compreendeu e cumpriu. A viagem foi feita em silêncio (o rádio estava desligado pelos mesmos motivos).

 

Gostei do filme, mas lembro-me que o volume do som me incomodou [Mega duh para a Mimi de 26 anos, essa pateta que eu não conheço de lado nenhum.] Durante o intervalo, não me mexi, nem quis conversar [nem conseguia, sem que a cabeça, que latejava muitíssimo, piorasse].

 

Quando o filme acabou, fizemos em silêncio a viagem de regresso até à minha rua. O B saiu do carro quando eu saí (acho que saía sempre) e acompanhou-me até à porta do prédio. Antes de dizer adeus, perguntou-me:

 

- Já pensaste naquilo que te perguntei?

 

Eu [com enxaqueca, da qual ele estava sobejamente informado - não sei exatamente o que terei dito]: Bem, não houve alterações em relação aos meus sentimentos...

 

Não me lembro como foi que o B reagiu, mas não foi bem, certamente, já que a seguir eu entrei no prédio e não nos voltámos a encontrar.

 

Sempre que recordo esta parte da minha história, penso que foi realmente difícil ser «eu» (não quer dizer que me pareça que ser «ele» tenha sido mais fácil). Para mim era tão mais fácil gostar sem ser correspondida!

 

Season 2, episode 6 (ep. 18)

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Season 2, episode 3 (ep. 15)

Kids,

 

No episódio da semana passada, ouvi a pergunta que há tempo gostaria de ter ouvido:

 

- Queres namorar comigo?

 

O único problema é que eu simpatizava com o B (o autor da pergunta), mas não estava apaixonada. No entanto, não descartava a hipótese de me vir a apaixonar, com o tempo, à medida que o fosse conhecendo melhor, pelo que foi isso que respondi. Ilustrei o que queria dizer com a história de um casal muito meu amigo:

 

"A M e o F conheceram-se na universidade, numa iniciativa de voluntariado em que ambos participaram. Tornaram-se amigos. Agum tempo depois, a M começou a desconfiar que o F gostava dela de uma maneira especial, o que a deixou desconfortável, porque não correspondia, mas não queria perder a sua amizade. Um dia, o F quis falar com ela sobre sentimentos. A M pensou que ele se ia declarar, mas falhou a previsão. O que o F tinha para lhe dizer era que tinha a sensação que ela gostava dele de uma maneira especial, mas que ele só gostava dela como amigo. Aliviada, a M contou-lhe o que tinha pensado, e que também só gostava dele como amiga. Continuaram a encontrar-se. Mais tarde, o F disse à M que já gostava dela mais do que como amigo, mas ela respondeu que continuava a sentir apenas amizade. Continuaram a encontrar-se. Mais tarde ainda, os sentimentos da M aprofundaram-se e ela disse isso ao F. Começaram a namorar e entretanto casaram."

 

A história que contei era verdadeira, e eu acreditava realmente que poderia passar-se algo parecido entre mim e o B. Claro que não tinha certezas nem garantias que tal fosse acontecer, mas, se o B concordasse, poderíamos continuar a sair juntos e logo se veria...

 

Ele aceitou a minha resposta. 

 

Season 2, episode 5 (ep. 17)

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Season 2, episode 2 (ep. 14)

Kids,

 

Na minha vida, que eu tenha conhecimento, só houve dois rapazes que gostaram de mim (de uma maneira especial), sem contar com o Rogério. [Se isto fosse tão bom como a série "How I met your mother", nunca diria, à partida, que não ia falar do father.]

 

Nos episódios anteriores, falei de um. Hoje vou "despachar" o assunto e falar do outro. Ou talvez não "despache" o assunto, mas pelo menos vou iniciá-lo. [FYI: só vou iniciar, mesmo.]

 

Conheci este rapaz (B) através de uma amiga (A), quando tinha 25 ou 26 anos. A A namorava com o C e pensou que eu e o B poderíamos vir a gostar um do outro. Fomos uma vez os quatro ao cinema. Talvez tenhamos ido mais do que uma vez os quatro, para ser honesta, mas só tenho certeza que fomos uma vez. Combinámos uma outra ida ao cinema os quatro (Ou ao teatro? Não me lembro.), mas à última hora a A telefonou-me e disse-me que ela e o C não poderiam comparecer, mas que mais valia o B e eu irmos os dois ao que estava combinado. Hoje "vejo" tudo isto como um "truque" dela para nos deixar sozinhos. Naquela altura não "vi" nada. E lá fomos. 

 

A partir daquele dia, eu e o B saímos juntos algumas vezes, independentes da A e do C, sobretudo para irmos ao cinema. Não sei quantas vezes saímos, mas numa das vezes, depois do filme (ou antes? Tenho uma memória menos nítida da história que envolveu o B do que da que envolveu os colegas da escola primária - acham normal?), ficámos como de costume a conversar, enquanto comíamos qualquer coisa. A certa altura, tivemos um diálogo que vou tentar reproduzir tão fielmente quanto a minha não-tão-boa memória me permitir.

 

B: Posso-te fazer duas perguntas pessoais? Se não quiseres, não respondes.

Eu: Podes.

B: Já tiveste algum namorado?

Eu: Não.

B: Por que é que nunca tiveste um namorado? 

Eu: Isso tens de perguntar aos rapazes de quem eu gostei e que não corresponderam!

B: Posso-te fazer outra pergunta?

Eu [a calcular qual seria a pergunta]: Sim.

B: Queres namorar comigo?

 

Season 2, episode 4 (ep. 16)

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Season 2, episode 1 ( ep.13)

Kids,

 

Na semana passada falei-vos de um rapaz que eu achava que gostava de mim de uma maneira "especial". E contei-vos que uma rapariga me disse, à frente de outras pessoas, que os sentimentos do rapaz por mim "saltavam à vista". 

 

A partir daquela altura, todas as aproximações do rapaz, apesar de exatamente nos mesmos moldes que anteriormente, passaram a deixar-me desconfortável. Comecei a sentir-me "perseguida". Claro que tudo se passava na minha cabeça, não tenho memória de o rapaz ter agido incorretamente. Mas parecia que ele "forçava" a aproximação, de cada vez que havia o Abraço da Paz - nem que estivesse na outra ponta da igreja e já toda a gente se estivesse a sentar. À sexta-feira eu esperava ansiosamente que não nos cruzássemos e era um alívio quando o meu desejo se concretizava.

 

Não sei dizer quanto tempo é que esta situação se arrastou, mas sei de que forma terminou. Numa Eucaristia, as leituras falavam de dizer a verdade. Foi um sinal. No fim dessa Eucaristia, disse ao rapaz que precisava de falar com ele. Os olhos dele traduziam expectativa e esperança...  Eu referi as leituras e de como percebera que tinha de falar com ele, dizer-lhe a verdade. Expliquei-lhe a sensação de perseguida e como isso me incomodava. Não sei que palavras usei, mas recordo que a reação ao que eu disse não foi a melhor.

 

Daquele dia em diante, se, no Abraço da Paz, o rapaz calhasse passar por mim, eu cumprimentava-o. Ou tê-lo-ia cumprimentado, se ele não se desviasse para não me cumprimentar...

 

But better ignored than stalked.

 

Season 2, episode 3 (ep. 15)

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Season 1 (12 episodes) 

Kids,

 

Antes de vos contar sobre os meus amores primários, onde é que eu ia? A ver se me lembro sem ter de espreitar o episódio 11...

 

Ah, já sei! Contei-vos da X e do Y, e de como continuo amiga de ambos. Ora então, continuando a viajar pelas minhas memórias, vou contar-vos um dos episódios mais difíceis e desagradáveis deste meu percurso...

 

Havia, numa das Comunidades Neocatecumenais da Paróquia a que eu pertencia, um "rapaz" mais velho do que eu (atendendo a que eu já era uma jovem adulta, ele já não era propriamente um rapaz, mas é mais simples identificá-lo como tal) que eu conhecia de nome e de vista. Ao contrário dos outros rapazes que mencionei anteriormente, este não tinha nenhum traço que me atraísse (nem olhos, nem sorriso, nem voz, nem nada). Era-me indiferente, no sentido que não despertava nenhum sentimento, nem mau, nem bom.

 

Como a Eucaristia aos sábados à noite juntava todas as Comunidades da Paróquia, era nessas ocasiões que eu o encontrava. Se me cruzasse com ele na altura do Abraço da Paz (circulávamos livremente pela igreja, e não cumprimentávamos apenas quem estava sentado mais perto de nós), eu cumprimentava-o normalmente, como a qualquer outra pessoa presente.

 

Havia outra altura da semana em que eu por vezes me cruzava com o rapaz. À sexta-feira à tarde, quando eu estava a chegar à paróquia onde era catequista, estava ele a sair do autocarro, numa paragem que ficava perto da igreja. Sempre o cumprimentei cordialmente, nessas ocasiões.

 

Lembro-me que por vezes me passava pela cabeça que talvez o rapaz gostasse de mim de uma maneira "especial". Mas como era uma coisa apenas da minha cabeça, não me incomodava nem tirava o sono. O problema começou quando uma rapariga, no meio de uma conversa em que estavam presentes várias pessoas, disse que era óbvio que o tal rapaz gostava de mim, que "saltava à vista". Não sei como é que a conversa foi ali parar, mas não gostei!

 

O que foi que aconteceu depois? Isso é assunto para outro episódio...

 

Season 2, Episode 2 (Ep. 14)

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Meus caros "blogoespectadores" da série mencionada no título, esqueci-me de avisar na semana passada que se tratava do último episódio da temporada.

 

Na silly season os canais televisivos costumam passar repetições de temporadas antigas das várias séries que transmitem, mas como esta minha "blogo-série" ainda só teve uma temporada, não faz muito sentido repetir os doze episódios - além de que estão sempre acessíveis no menu da barra superior!...

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