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Cada vez admiro mais a minha mãe

por Bruxa Mimi, em 27.06.18

Hoje foi mais um dia com os quatro em casa durante o dia, e o Rogério a trabalhar.

 

Os miúdos nem se portaram (muito) mal, mas andei numa azáfama a tratar [lavar, estender, apanhar do estendal, dobrar - felizmente não sofro de engomadite aguda] de roupa [desleixo-me um, dois dias, e depois é o descalabro e muito difícil recuperar] e a aspirar e a tratar da comida e a ajudar a Vassoura e a Varinha a selecionarem e a arrumarem a roupa delas e sei lá mais o quê.

 

Só consegui tomar banho perto das onze horas... da noite.

 

Só consegui ligar o computador há bocado (depois do banho e de rezar o terço com o Rogério).

 

Nem liguei a televisão (mas, talvez estupidamente, estou a pensar ligá-la assim que terminar este post, para ver pelo menos um episódio da Anatomia de Grey dos que deram ontem e hoje).

 

A minha mãe teve sete filhos e - muito importante! - não tinha possibilidade de ver algo na televisão depois de ter dado...

 

Não é só por isto, obviamente, mas adoro-te, Mummy (aka Avó Bruxa)!

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Não estou a gostar disto!

por Bruxa Mimi, em 29.05.18

Um rapaz de vinte anos, mais coisa, menos coisa, não sabia se eu era a mãe ou a avó da Magia. Contei aqui.

 

Ontem, uma menina de seis ou sete anos perguntou-me se a Magia era minha neta. 

 

Não me incomoda nada que se questionem ou que pensem que sou avó da Magia. Eu tenho noção que aos 45 anos - se tivesse sido mãe bastante mais cedo do que fui (tinha 33 quando a Vassoura nasceu) - podia ter netos da idade da Magia e até mais velhos.

 

O que não me agrada é que verbalizem esses pensamentos ou dúvidas!  Please keep them to yourselves! 

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Há uma pequena mercearia no prédio ao lado do nosso, onde vamos com frequência. O dono da mercearia e uma funcionária que entretanto se reformou viram-me grávida da Magia, mas o novo funcionário, um rapaz novo (não sei a idade, mas dou-lhe uns vinte anos), não.

 

Na sexta-feira, fui à dita mercearia. Levava a Magia no carrinho. Normalmente "estaciono" o carrinho na zona mais ampla da loja, mas estavam a colocar fruta no expositor e, por isso, coloquei o carrinho noutra zona, com um pilar a impedir que a Magia me visse (exceto se passasse por ela para colocar sacos com fruta na bancada) - mas ouvia-me perfeitamente, a loja é muito pequena e não havia mais clientes.

 

Quando o fornecedor de cerejas (pelo menos) se foi embora, eu podia ter mudado a Magia de sítio, mas não o fiz. Pouco depois a Magia fez umas discretas reclamações e o funcionário (o tal novo, novo) disse que eu podia chegar o carrinho mais para a frente, para ela me ver. Eu respondi que não o fizera para não atrapalhar a passagem (a quem quer que surgisse e precisasse de passar), mas ele, simpaticamente, chegou o carrinho um bocadinho à frente e disse, dirigindo-se à Magia e apontando para mim:

 

- Olha, vês? Está ali a mãe! Ou é avó?

 

Eu: Isso não se pergunta! Sou a mãe.

 

Ele (atrapalhado): Pois não, desculpe!

 

Nunca me tinha acontecido, mas imagino que, para ele, eu pareça tão velha que já deva ter terminado os meus "childbearing years"...

velhota.jpg

 Esta não sou eu, Ok?

Não tenho tanto cabelo... nem tanto bigode!

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Dos prazeres da maternidade #1

por Bruxa Mimi, em 21.03.18
  • A bebé vomitar jorrar vómito (tipo fonte) por cima de si e de ti, que a tens ao colo. A fase seguinte é quase tão boa: limpar a porcaria (sim, porcaria - não tem outro nome).

 

  • A bebé fazer cocó na fralda e pelas costas acima. A fase seguinte é simplesmente maravilhosa.

 

  • A bebé vomitar durante a sesta (pelo menos é na cama, não é?) e ficar com vomitado no cabelo, além de conspurcar a cama e o que tem vestido. Dar-lhe banho e vesti-la com ela a chorar ininterruptamente (apesar de habitualmente adorar o banho). Pegar na bebé, lavadinha e prontinha e... ela vomitar novamente - desta vez para cima de ti também!

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Sobre o parto e os primeiros dias da Magia

por Bruxa Mimi, em 11.02.18

[Nota prévia e importante: este texto estava nos rascunhos desde que a Magia fez uma semana. Reconheço a força das hormonas de quando o escrevi. Reconheço o sofrimento por que passei. Gostava de ter escrito outras coisas. Gostava de ter tido outras coisas para escrever. Passou-me pela cabeça apagá-lo, atendendo a que a Magia fez ontem nove meses e isto "cheira" a passado, e a um passado não muito feliz. Mas decidi publicá-lo sem fazer alterações, nem acrescentos, excluindo esta nota prévia.]

 

Há uma semana por esta hora (e várias horas antes desta e muitas horas depois!) eu estava no hospital. Eu e o Rogério tínhamos pensado que ao fim da manhã ela [a Magia] já deveria ter nascido... Como nos enganámos! A  Magia nasceu depois das dez e meia da noite.

 

O parto da Magia fez-me lembrar o da Vassoura, pois passei por momentos de dor e frustração que não consegui aguentar. A certa altura, só conseguia murmurar (praticamente sem som - o Rogério não me ouvia) várias frases curtas, do género: "Faça-se a tua vontade e não a minha.", "Tu queres, Jesus? Então eu também quero.", "Nós, Jesus,...". Podem parecer patetices a alguns leitores mais extraterrestres (vocês sabem quem são), mas murmurar estas frases em modo non-stop ajudou-me. Não me tirou dores, mas ajudou-me a dar-lhes um sentido. Bem, na altura não lhes dei nenhum sentido especial, limitei-me a juntar a minha dor à de Jesus.

 

Ao longo desta semana tenho vindo a apaixonar-me cada vez mais pela Magia.

 

O que ainda não é nada mágico é a amamentação. A Magia já consegue fazer uma boa pega, apesar das dificuldades específicas que os meus mamilos causam, mas há uma enorme diferença entre conseguir e fazer sempre. Todos os dias faz várias pegas mal feitas e quem paga são os meus mamilos. Não há maneira de cicatrizarem. Para quem não é mãe e me lê, sim, se não se for abençoada com um processo fácil (caso, entre outros, da minha irmã Margarida, que por três vezes passou pela experiência de dar de mamar como se de nada se tratasse), pode-se sofrer bastante com o processo de amamentação e ter feridas nos mamilos é apenas um dos problemas.

 

Apesar destas dificuldades, às quais se acrescenta uma perda de peso da Magia para além do desejável, eu quero e vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que o leite materno seja o alimento exclusivo da Magia durante os primeiros seis meses, tal como recomenda a OMS, e tal como eu sempre quis (e não consegui com nenhum dos mais velhos).

 

Acho que a maior parte das pessoas é obcecada com o peso dos bebés, se eles não aumentarem muito de semana para semana. Parece que ter um percentil baixo é crime! Essas pessoas (maioritariamente médicos, mas não só) são as mesmas que falam contra a obesidade infantil. Do oito para o oitenta.

 

Eu não quero que nenhum filho meu passe fome, nem em bebé, nem em altura nenhuma. Mas irrita-me profundamente que, depois de avaliar o bebé e dizer que está a desenvolver-se muito bem, está muito desperto, faz tudo o que é suposto fazer para a idade, se esqueça tudo isso e se tome o número da balança como o único indicador se as coisas estão a correr bem ou mal - sendo que mal é não estar a aumentar de peso como eles querem.

 

Uma amiga que tem dois filhos crescidos, adultos, ainda se lembra muito bem dos primeiros tempos. Também os filhos dela estavam sempre no nível baixo do percentil. Não tiveram suplemento e sempre foram saudáveis e desportistas.

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Feitiço enfeitiçado

por Bruxa Mimi, em 27.01.18

Esta tarde fomos a casa do meu irmão Mário. O Feitiço estava mal-humorado, na viagem, e bastante refilão. Também tinha o nariz a pingar, pelo que eu lhe disse para não se aproximar dos primos pequeninos (o Little Mário e a irmã que tem um ano e oito meses).

 

Ele cumpriu, mas foi mais além: mal se ouviu durante o tempo que lá estivemos.

 

Quem conhece o verdadeiro Feitiço sabe que ele se faz ouvir facilmente (difícil é não o ouvir). Os meus pais, que estavam presentes, assim como a minha cunhada, disseram que "não parecia o Feitiço". Não parecia mesmo e a razão tornou-se mais evidente em casa: 38,9ºC.

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A Vassoura não voa

por Bruxa Mimi, em 20.01.18

... que é como quem diz: "A Vassoura está doente."

 

Começou com dor de cabeça na quarta-feira. Na quinta continuou com dor de cabeça mas à noite foi aos 37,9ºC (não deixámos subir mais). Ontem acordou com 37,7ºC e não foi à escola. À tarde chegou aos 38,9ºC. A dor de cabeça sempre presente, mais ou menos atenuada. O apetite praticamente desapareceu.

 

Hoje acordou melhor, mas a dor de cabeça ainda lá está.

 

Vamos ver como evolui...

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Eu ontem ouvi, da parte do Feitiço, um maravilhoso: "Devias ser morta!", no meio de outras palavras bonitas, ditas num tom suave e com uma expressão facial serena. Não sei se conseguem imaginar...

 

Eu sei que o que o Feitiço disse não veio do fundo do coração, mas não deixei de ficar triste, claro. A Vassoura e a Varinha, que ouviram tudo o que o irmão disse, vieram à vez abraçar-me, nitidamente para compensarem aquela manifestação de desamor.

 

O Feitiço ficou no quarto dele durante quase duas horas até acalmar e conseguir arrepender-se das palavras que tinha dito e pedir-me desculpa.

 

Este miúdo é um osso duro de roer, mas tem um vasto clube de fãs, entre familiares e amigos. 

 

Se eu enviasse o Feitiço para ficar uns dias com qualquer pessoa do clube de fãs, acabava-se o clube num instantinho!

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Aquele momento...

por Bruxa Mimi, em 29.11.17

... em que aproximas uma colher cheia de sopa da boca da tua bebé de seis meses e ela dá quatro valentes espirros! 

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Já aqui contei que o Feitiço facilmente acha que "domina" uma situação quando claramente não a domina (é evidente para todos, menos para ele). 

 

Se calhar já estão a ver o que aconteceu... Sim, foi isso, o Feitiço fez xixi na cama. 

 

Mas o problema não é ele ter feito xixi na cama, por si só. Apesar de a missão sequinho estar a correr manifestamente bem (mais de dois meses seguidos de cama seca), a ideia de acidentes não me choca.

 

O que é chocante, irritante, enervante, desgastante (e outras coisas não positivas acabadas em -ante) é o Feitiço, se não estivermos "em cima" dele, super-controladores, não fazer xixi antes de ir para a cama. Só porque não lhe apetece. 

 

Na terça-feira da semana passada (31/10), como contei, os três "crescidos" levaram a vacina Bexsero (2.ª dose). É uma vacina chata, porque a dor no braço permanece vários dias, limitando movimentos e tudo. A Vassoura, apesar de sentir o braço magoado e quase não o conseguir mexer, é a que lida melhor com a dor. A Varinha é mais sensível (poderia dizer "fiteira", mas não seria simpático da minha parte). O Feitiço não se queixa, se estiver a fazer uma construção de Legos (só com uma mão). Se tiver de comer lulas, que não aprecia, queixa-se, e mal consegue pousar o braço sobre a mesa, tal é a dor... 

 

Mas eu sei que a dor é verdadeira, nos três, e que se vai atenuando com o passar do tempo. O primeiro dia e a primeira noite são os piores. Na noite de terça para quarta, portanto, houve "animação" durante horas seguidas, na qual a única participante em todos os momentos fui eu, e na qual o único que não participou foi o Rogério (embora tenha ouvido o Feitiço, a certa altura). Até a Magia, que não levou nenhuma vacina esta semana, se juntou à rebaldaria... (ela que já tantas vezes dormiu a noite toda, ultimamente anda mais agitada). 

 

Numa das ocasiões, o Feitiço gritou por mim, porque precisava de fazer xixi e não conseguia sair da cama devido à dor no braço. Nessa altura eu estava a dar de mamar à Magia, mas em poucos minutos ela adormeceu e eu pude atender o Feitiço. Ele tinha feito xixi na cama, não muito, mas disse-me logo que queria tomar banho. Eu tive vontade de arranjar uma solução mais rápida, que não envolvesse dar banho e fazer a cama de lavado às duas e tal da manhã, mas abstive-me de a mencionar, para não desencorajar os bons propósitos do Feitiço, em termos de higiene (quem tem/teve filhos pequenos e nunca ouviu um "Não quero tomar banho!" fale agora ou cale-se para sempre). Lá tratei de tudo, sem resmungar - e o Feitiço estava bastante cooperante.

 

Saltemos agora para a noite seguinte. A noite de 1 de novembro, aquela em que o Feitiço não esvaziou a bexiga antes de se deitar. Acordou no dia 2, dia de aulas, encharcado em xixi. Mas a parte pior ainda estava para vir. Tinha de se despachar, porque tinha aulas, não era? Era. Mas o Sr. Feitiço devia estar enfeitiçado por alguma magia negra (andei a ler Harry Potter há pouco tempo), pois não queria, por nada deste mundo, tomar banho.

 

Estão a ver por que razão perdi a paciência? O mesmo Feitiço que, por uma quantidade pequena de xixi, quis tomar banho a meio da noite, recusava tomar banho quando estava encharcado em xixi e tinha de se despachar por causa das aulas. Primeiro tentei fazê-lo compreender a situação, e a ilógica da sua posição, mas não consegui. E os minutos a passarem...  Depois ele dizia que só tomava banho se a seguir vestisse as mesmas cuecas. Sim, as que estavam molhadas de xixi!  É óbvio que eu nunca permitiria tal coisa... Basicamente, numa discussão, o Feitiço quer "ganhar", seja de que maneira for. E os minutos a passarem...  Eu ainda tentei usar algum humor, mas não funcionou. Acabei por ter de me zangar, muito, e o Feitiço também se exaltou. O banho foi à força e muito difícil, porque o Feitiço continuava a tentar impedir-me de o lavar. Ainda tenho duas nódoas negras num dos braços, em consequência dos movimentos descontrolados das suas mãos.

 

Depois de o banho terminar, deixei o Feitiço embrulhado na toalha e saí da casa de banho. Quando voltei, o Feitiço estava na mesma posição, amuado, mas eu já tinha acalmado. Disse-lhe que não estava feliz com o que se tinha passado e que ele também não estava feliz. Disse-lhe que estava a precisar de um abraço. Ele disse-me que me dava um abraço à hora de sair de casa. Colaborou no que faltava, vestiu-se e ainda teve tempo de tomar o pequeno-almoço e lavar os dentes. Já estava tão calmo que se esqueceu de se despachar a vestir o bibe porque estava na conversa com a Vassoura e a Varinha. Nesta altura o Rogério é que se começou a zangar com ele, mas eu intervim, para que não houvesse outra cena feia.

 

Resumindo, como contei aqui, a situação horrível já tinha passado, mas eu continuei desconfortável durante horas (para não dizer dias).

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